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Conferencistas do 12º ENEAAS

Conheça os principais conferencistas do 12º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra que acontece de 17 a 21 de setembro de 2019, em Castanhal, PA.

As inscrições vão até 31 de agosto de 2019. Clique no link a seguir para se inscrever: 12º ENEAAS

Pe Marko Ivan Rupnik

Nascido esloveno em Novembro de 1954, Marko Ivan Rupnik é jesuíta desde 1973 e padre desde 1985. Vive desde 1991 em Roma, onde dirige o Centro Aletti (www.centroaletti.com), dedicado à arte e espiritualidade. Estudou na Academia de Belas Artes de Roma, doutorou-se com uma tese sobre o significado missionário da arte e tem-se destacado pelo trabalho em mosaico, tendo exposto em muitas cidades e recebido vários prémios internacionais.
Além das mais de três dezenas de livros que publicou, em áreas como a arte, espiritualidade e Bíblia, assinou também mais de meia centena de obras, entre as quais o presbitério da Igreja de Saint-Martin de Troyes (França), a capela do noviciado de Kolín (República Checa), as capelas da nunciatura apostólica em Paris (França) e Damasco (Síria) e a sacristia da Catedral de Madrid (Espanha). A Capela Redemptoris Mater, no Palácio Apostólico do Vaticano (1999), construída a pedido de São João Paulo II, é uma de suas obras mais marcantes. No Brasil, está à frente do programa iconográfico da Catedral de Castanhal-PA.


Maria Campatelli

Maria Campatelli nasceu em 1962 em Poggibonsi, na Toscana. Ela se formou em Literatura e em História na Universidade de Siena e posteriormente graduou-se em Teologia. Doutorou-se em teologia pelo Pontifício Instituto Oriental em 1998 com uma tese sobre Sergej Bulgakov. Trata do Oriente cristão e é sua convicção de que as tradições das Igrejas Orientais, impulsionadas pelas questões presentes no mundo contemporâneo, podem contribuir para que a pastoral da Igreja seja frutífera no mundo ocidental. É diretora da Editora Lipa e do Atelier do Centro Aletti.


Dom Marco Busca

Dom Marco Busca nasceu em Edolo, província e diocese de Brescia, no dia 30 de novembro de 1965. Foi ordenado sacerdote em 8 de junho de 1991 para a diocese de Brescia. Doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, com tese sobre o Sacramento da Reconciliação. No dia 3 de junho de 2016, o Santo Padre o Papa Francisco nomeou-o Bispo da diocese de Mântua. Colabora ainda de forma permanente com o Centro Aletti de Roma.

Setor Espaço Litúrgico promove 12º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra

De 17 a 20 de setembro de 2019 acontecerá o 12º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra, na cidade de Castanhal, no Pará.

A Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da CNBB através do Setor de Espaço Litúrgico promove a cada dois anos o “Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra”, com a intenção de promover um debate acadêmico e interdisciplinar sobre a dignidade dos espaços de celebração, bem como a importância da preservação do patrimônio artístico e cultural da Igreja. Os encontros favorecem assim, o intercâmbio de experiências e a formação.

Os Encontros Nacionais começaram a ser desenhados em 1967, com diversas iniciativas de encontros e formações. Porém só em 1996 que uma equipe é formada e os encontros tomam forma. A partir dai atinge cada vez maior número de participantes, tornando-se um evento oficial para a Igreja e o mundo acadêmico.

O 12º ENAAS será realizado em parceria com a Faculdade Católica de Belém e a Diocese de Castanhal no Pará, que acolhera o evento no Cenóbio da Transfiguração, centro de formação da diocese.

Veja algumas das comunicações que acontecerão no evento:

Arquitetura e Espaço Litúrgico
Christian Michael Seegerer: Igreja de Jesus em San Sebastián, de
Rafael Moneo: a Arquitetura e o Espaço Litúrgico.

Fábio Sotero: A luz como espelho da Luz – Reflexão sobre Iluminação Sacra.

Anna Carolina S. e Silva / Raquel Tonini R. Schneider:
Adequação Litúrgica em Espaços Patrimoniais à luz do Concílio Vaticano II: Estudo de caso na Catedral de Vitória no Espírito Santo

 

Teologia do Espaço Sagrado
Felipe Sérgio Koller:
A Concepção Solov’ëviana da Arte na Raiz da
Proposta Teológico-Cultural do Centro Aletti.

Ir. Lucy Terezinha Mariotti: As primeiras representações de Cristo:
do Pastor ao soberano perguntas para a arte numa Igreja “samaritana”.

Wilma Steagall De Tommaso: Beleza e arte contemporânea na
concepção de Marko Ivan Rupnik.

Arquitetura e Espaço Litúrgico
Camila Tahan Chança Franca: Azulejos uma expressão catequética
em forma de arte.

Luciano Tiago Beserra da Silva: Design Sacro: metodologia de
projeto para a produção de objetos sagrados.

Jefferson Aleff Bezerra Batista: A Influência da Arquitetura na
Religiosidade.

Patrimônio e Arte Sacra
Ana Maria Assunção Carneiro: Estudo Comparativo da Função
Pastoral de Dois Museus Sacros Católicos Brasileiros.

Djane Moura Cruz / Ulisses Pinto Bandeira Sobrinho: Sistema
de Documentação Museológica do Museu Frei Germano Citeroni – MFGC.

Idanise Sant’Ana Azevedo Hamoy: Conservação Preventiva de
Imagens Devocionais.

Isis de M. Molinari Antunes / Manoella de M.M.Ortiz Antunes:
Artefatos e obras de arte que compuseram a Igreja de São Francisco Xavier-PA de 1718 à 1760.

Para se inscrever, acesse: http://servico.cnbb.org.br/corporativo/usuario/login

Público Alvo deste encontro

São convidados a participar dos encontros nacionais: Estudantes, docentes, profissionais de arquitetura, engenharia e artes, padres, diáconos, seminaristas, religiosos, membros dos conselhos de economia e administração de paróquias e santuários, equipes de liturgia e leigos. Também fazem parte do público-alvo do encontro os envolvidos tanto direta quanto indiretamente em construções, reformas e decorações das igrejas e que desejam aprofundar a relação entre liturgia, arquitetura e arte, como decoradores, organizadores do espaço celebrativo para casamentos e formaturas e técnicos de som e iluminação.

Vamos participar da 33ª Semana de Liturgia 2019?

Todos os detalhes para participação da Semana de Liturgia 2019 já estão disponíveis. A semana de liturgia deste ano acontece, pela primeira vez, em Itaici, Indaiatuba. Até a edição 32ª, o local era no Espaço Anhanguera – Centro Pastoral Santa Fé, também dos Jesuítas, em São Paulo. Em 2018 o Centro Pastoral Santa Fé informou que o local passará por reformas. Deste modo foi necessário encontrar um novo local que comportasse o número de participantes, bem como toda a estrutura necessária ao evento.  Nesta 33ª edição, com o tema “Novo impulso à reforma litúrgica no Brasil: contribuições do pontificado do Papa Francisco”, o Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard, com parceria com a Rede Celebra e a Faculdade Unisal convida a todos que desejam participar deste aprofundamento.

Desde o momento em que assumiu a cátedra de Pedro, o Papa Francisco, bispo de Roma, tem se mostrado uma pessoa de palavras e gestos profundamente significativos para a vida
da Igreja. Como um filho legítimo do Concilio Vaticano II, tem convocado à Igreja a retomar o caminho central indicado pela assembleia conciliar à luz da experiência originária: Ser Igrejas Discípula de Jesus, pobre, a serviço dos pobres. Este é o eixo do pontificado de Francisco como foi do Concilio, assumido criativamente em nossa América Latina por Medellín. E é em função de uma Igreja viva, que Francisco defende uma liturgia viva. Aos participantes da 68ª Semana de Liturgia, Itália, recordou que “não se trata de reconsiderar a reforma revendo as suas escolhas, mas de conhecer melhor as razões subjacentes (…), assim como de interiorizar os seus princípios inspiradores e de observar a disciplina que a regular”. E afirma “com autoridade magistral que a reforma litúrgica é irreversível” (RL 267, p. 17]. Recentemente, na assembleia plenária da Congregação para o Culto Divino [RL, 273, p. 29), enfatizou a importância da formação litúrgica para o povo, para o clero e demais ministros, porque a “a liturgia é a via mestra através da qual passar a vida cristã em todas as fases do seu crescimento”. Diante dos ataques e retrocessos que ameaçam os princípios ditados pela Sacrossanctum Concilium, nos anima e encoraja o Papa Francisco, a retomar o processo que vivemos no Brasil, graças ao árduo trabalho da CNBB. É sobre este caminho que está à nossa frente, que vamos nos debruçar nesta 33ª semana de Liturgia.

As inscrições podem ser feitas, em breve, no site www.centrodeliturgia.com.br. Enquanto isto, verifiquem todas as informações necessárias para participação nestes evento:

I.DATA

21 a 25 de outubro de 2019 (de segunda a sexta-feira)
Início: 21/10 (segunda-feira) às 12h (com almoço)
Término: 25/10 (sexta-feira) às 12h (com almoço)
*Exige-se permanência integral no evento devido a sua metodologia.

II.LOCAL

Mosteiro de Itaici
Rodovia José Boldrini, 170 | Bairro Itaici | Indaiatuba – SP
Telefones: Geral: (19) 2107-8500 | Secretaria: (19) 2107-8501 | (19) 2107-8502
www.itaici.org.br

 

A – Hospedagem: R$660,00 (total)

  • Do dia 21/10, às 12h (com almoço) ao dia 25/10, às 12h, (com almoço).
  • Para chegadas após o almoço do dia 21/10 (segunda-feira) e saídas antes do almoço do dia 25/10 (sexta-feira) é preciso informar a casa para obter os devidos descontos e também para a programação interna.
  • A casa não dispõe de quartos individuais.
  • Neste valor não está incluso o kit cama/banho, ou seja, cada participante deve trazer o seu.
  • O participante que não trouxer kit cama/banho poderá usar o oferecido pela própria casa de encontros, no valor de R$25,00 (por kit).
  • Para aqueles(as) que chegarem Domingo (20/10) o valor da pernoite é R$80,00 (com café da manhã).
  • Para aqueles(as) que chegarem na manhã do dia 21/10 (segunda-feira) e desejarem tomar café da manhã (até às 09h) o valor é R$15,00.
  • Check-out realizado após às 14h do dia 25/10 (sexta-feira) incorre no acréscimo de uma nova diária (R$160,00).

 

B – Formas de pagamento:

*Pagamento antecipado: boleto bancário ou transferência bancária direto com o Mosteiro.

*No dia da entrada na recepção do Mosteiro: cartão de débito/crédito ou dinheiro.

*A casa não aceita cheques

 

C – Como chegar:

  • Aeroporto Internacional Viracopos – Campinas: é o aeroporto mais próximo do Mosteiro de Itaici. Segundo informações obtidas através do Google Maps o trajeto é de 17,3km, 22 min (aprox) de carro. Segundo informações da casa de encontros o mais comum é fazer este trajeto por meio de táxi e/ou aplicativos de mobilidade urbana (Uber, 99pop, etc).
  • Campinas-Indaiatuba: transitar pela Rod. SP-75 até chegar a Saída 57-C e Sorocaba-Indaiatuba, Saída 55-A, saindo na Av. Cel. Antonio Estanislau do Amaral / Estr. Municipal Indaiatuba-Itupeva / Rod. José Boldrini. Manter-se nesse percurso até passar a ponte do Rio Jundiaí. A entrada fica à direita em frente a E.E. Joaquim Pedroso de Alvarenga.
  • São Paulo-Indaiatuba: transitar pela Rod. dos Bandeirantes até a Saída 88. Fazer o contorno no pontilhão entrando para a Rod. SP-75. Manter-se no percurso até encontrar a Saída 57-C, saindo na Av. Cel. Antonio Estanislau do Amaral / Estr. Municipal Indaiatuba-Itupeva / Rod. José Boldrini. Manter-se nesse percurso até passar a ponte do Rio Jundiaí. A entrada fica à direita em frente a E.E. Joaquim Pedroso de Alvarenga.
  • Sorocaba e região: seguir pela Rod. Sen. José E. de Moraes até chegar a Rod. Dep. Archimedes Lammoglia, manter-se no percurso até encontrar a Rod. Pref. Hélio Steffen. Siga nessa rota até encontrar a Rod. Eng. Ermênio de Oliveira Penteado, mantenha-se nesse percurso até encontrar à sua direita a Saída 55-A, saindo na Av. Cel. Antonio Estanislau do Amaral / Estr. Municipal Indaiatuba-Itupeva / Rod. José Boldrini. Manter-se nesse percurso até passar a ponte do Rio Jundiaí. A entrada fica à direita em frente a E.E. Joaquim Pedroso de Alvarenga.
  • Rio de Janeiro-Indaiatuba: acesso pela Rod. Dom Pedro I, até a rotatória que leva a Rod. Anhanguera, seguir até encontrar a Rod. Alberto Panzan. Continuar em frente até a Rod. Bandeirantes, seguindo até chegar a Rod. SP-75.
  • Ônibus (VB Transportes)– Informações pelo telefone (19) 3875-2342 ou pelo site vbtransportes.com.br
    VB Transportes mantém horários diários de Campinas-Indaiatuba e São Paulo-Indaiatuba. De Indaiatuba ao bairro Itaici é preciso tomar táxi ou ônibus circular. O circular da Viação Guaianazes (Linhas: Engenho, Terras de Itaici ou Vale das Laranjeiras) passa no portão de entrada do Mosteiro de Itaici, sendo necessário andar 1,2Km até a recepção da casa.

III.INSCRIÇÕES

Direto pelo site: www.centrodeliturgia.com.br (em breve)
*Investimento: R$ 250,00
*Após o pagamento da inscrição o valor não será devolvido.
*Vagas limitadas: 250.

IV.INFORMAÇÕES

  1. Trazer o Ofício Divino das Comunidades.
  2. Trazer comidas e bebidas típicas da sua região para a Confraternização.
  3. Para um maior aproveitamento da Semana de Liturgia recomenda-se que os participantes leiam:

Discurso do Santo Padre o Papa Francisco aos participantes da Semana de Liturgia de Roma.

*O discurso será enviado por e-mail às pessoas que realizarem a sua inscrição.

Outras dúvidas e informações escreva para o e-mail: secretaria@centrodeliturgia.com.br ou pelo telefone (whatsapp) [41] 9-9883-2313 (TIM), com Arnaldo (Secretário, CLDCI)

V.REALIZAÇÃO

 

Baixe TODAS  ESTAS INFORMAÇÕES em PDF: 

33ª Semana de Liturgia 2019

 

CONFERÊNCIAS SOBRE ESPAÇO LITÚRGICO ON-LINE

Fonte: Por Pe Thiago Faccini – site Espaço Litúrgico CNBB

Três grandes universidades italianas organizaram em conjunto um dia de reflexão e estudo sobre Arquitetura e Espaço Litúrgico com o tema: “Chaves do século XX hoje “. As conferências foram gravadas e estão disponíveis para on-line para aqueles que querem aprofundar o tema da Arquitetura e Liturgia. As conferências podem ser encontradas no link a seguir:

https://www.teologia.comillas.edu/es/todas-las-noticias/868-una-jornada-para-conversar-y-discernir-acerca-de-los-espacios-liturgicos

Agradecemos a Universidade Eclesiástica de San Damaso, a Universidade Pontifícia da Santa Cruz de Roma e a Universidade Pontifícia Comillas, por realizar este evento e disponibilizar as conferências.

Abertas as inscrições para o 12º ENAAS

Fonte: Por Pe Thiago Faccini – site espacoliturgicocnbb.com.br

O Setor de Espaço Litúrgico promove a cada dois anos o “Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra”, com a intenção de promover um debate acadêmico e interdisciplinar sobre a dignidade dos espaços de celebração, bem como a importância da preservação do patrimônio artístico e cultural da Igreja. Os encontros favorecem assim, o intercâmbio de experiências e a formação.

São convidados a participar dos encontros nacionais: Estudantes, docentes, profissionais de arquitetura, engenharia e artes, padres, diáconos, seminaristas, religiosos, membros dos conselhos de economia e administração de paróquias e santuários, equipes de liturgia e leigos. Também fazem parte do público-alvo do encontro os envolvidos tanto direta quanto indiretamente em construções, reformas e decorações das igrejas e que desejam aprofundar a relação entre liturgia, arquitetura e arte, como decoradores, organizadores do espaço celebrativo para casamentos e formaturas e técnicos de som e iluminação.

Os Encontros Nacionais começaram a ser desenhados 1967, com diversas iniciativas de encontros e formações. Porém só em 1996 uma equipe é formada e os encontros se estruturam. A partir daí atinge cada vez maior número de participantes, tornando-se um evento oficial para a Igreja e o mundo acadêmico.

1º. Encontro Nacional de Arte Sacra
De 11 a 13 de julho de 1996
Local: Casa de Retiro Martina Toloni – Vila Velha/ES
Assessora do Setor: Ir Laíde Sonda, PDDM.
Palestrantes: Cláudio Pastro e Arq. Regina Céli Albuquerque Machado

2º. Encontro Nacional de Arte Sacra
De 25 a 27 de junho de 1999
Local: Casa de Retiro Lareira São José – São Paulo/SP
Assessora do Setor: Ir Laíde Sonda, PDDM.
Palestrante: Cláudio Pastro e Grupos de trabalhos

3º. Encontro Nacional de Arte Sacra
De 02 a 05 de Agosto de 2001
Local: Casa de Retiros Santíssima Trindade – Belo Horizonte/MG
Palestrante: Pe Domingos Ormonde e Pe Manoel Godoy

4º. Encontro Nacional de Arte Sacra
Julho de 2003
Local: CTL – Centro de Treinamento para Líderes – Itapoã – Salvador/BA
Assessora do Setor: Ir Laíde Sonda, PDDM.
Palestrante: Ione Buyst OSB. e Ir Laíde Sonda, PDDM.

5º. Encontro Nacional de Arte Sacra
De 27 a 30 de julho de 2005
Local: CENAM – Centro de Acolhida Missionária – Santa Teresa/RJ
Assessora do Setor: Ir Laíde Sonda, PDDM.
Palestrante: Leila Amaral; Pe Domingos Ormonde; Leônidas José de Oliveira; Ciro Lyra e Silvia Puccioni.

6º. Encontro Nacional de Arte Sacra
De 25 a 28 de julho de 2007
Local: Centro de Treinamento São João Batista – Vitória/ES
Assessora do Setor: Ir Laíde Sonda, PDDM.
Palestrante: Ruberval Monteiro, OSB e Pe Dr. Leomar Brustolin

7º. Encontro Nacional de Arte Sacra
De 12 a 15 de agosto de 2009
Local: Casa de Retiros Assunção – Brasília/DF
Assessora do Setor: Arq. João Martins de Oliveira
Palestrante: Dom Carlos Verzeletti

A partir do oitavo encontro a comissão organizadora acrescentou o termo “arquitetura”, ficando então: Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra (ENAAS), buscando integrar ainda mais os profissionais destas áreas, bem como ampliar a reflexão interdisciplinar. Optou-se também por levar os encontros para o ambiente acadêmico, promovendo-o sempre em parceria com uma Universidade.

8º. Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra
De 12 a 15 de agosto de 2009
Local: Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) – Recife/PE
Assessor do Setor: Arq. João Martins de Oliveira
Conferencista: João Batista Libânio, SJ.

9º. Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra
De 17 a 20 de agosto de 2011
Local: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) – Porto Alegre/RS
Assessor do Setor: Arq. João Martins de Oliveira
Conferencista: Frei Luiz Carlos Susin

10º. Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra
De 18 a 22 de agosto de 2015
Local: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMG) – Belo Horizonte/MG
Assessor do Setor: Pe Thiago A. Faccini Paro
Conferencista: Pe Francisco Taborda.

11º. Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra
De 19 a 23 Setembro de 2017
Local: Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) – Curitiba/PR
Assessor do Setor: Pe Thiago A. Faccini Paro
Conferencista: Pe. Marko Ivan Rupnik (Itália).

Foi lançado oficialmente a página na internet do 12º Encontro Nacional de Arquitetura e Sacra com todas as informações referentes ao evento e o link para as inscrições.

A décima segunda edição do ENAAS acontecerá pela primeira vez no estado do Pará, na cidade de Castanhal, numa parceria entre o Setor de Espaço Litúrgico da CNBB, a Faculdade Católica de Belém e a Diocese de Castanhal. O evento irá acontecer de 17 a 21 de setembro de 2019, iniciando as atividades de credenciamento às 14h e missa de abertura às 18h do dia 17 e encerramento previsto para às 12h do dia 21 (sábado).

Na programação estão as conferências de três assessores internacionais, reconhecidos pela reflexão teológica e o trabalho na área da arte sacra: Pe Marko Ivan Rupnik, Maria Campatelli e Dom Marco Busca, todos residentes na Itália. Os temas que cada um irá abordar são:

1ª. Conferência: A Iniciação cristã – Dom Marco Busca

2ª. Conferência: A teologia do rito batismal – Dra. Maria Campatelli

3ª. Conferência: O Batismo segundo as mais antigas imagens – Pe. Marko Rupnik

4ª. Conferência: “De mortos que éramos” Ef 2,5 – Dom Marco Busca

5ª. Conferência: Arquitetura e arte do batismo – Pe. Marko Rupnik

6ª. Conferência: Eclesialização da cultura – Pe. Marko Rupnik

Além dos três conferencistas principais, a programação conta ainda com oficinas de diversos temas, apresentação de comunicações científicas, exposição de trabalhos dos participantes, lançamento de livros e visita guiada a catedral de Castanhal.

O primeiro lote de inscrições pode ser feito com desconto até o dia 30/04, através do site: http://enaas.espacoliturgicocnbb.com.br/

Dedicação Igreja Comunidade Nossa Senhora Aparecida – Paróquia Cristo ressuscitado (Diocese de São Miguel Paulista)

“O espaço de reunião da comunidade é antecipação do que será a Jerusalém celeste”

No dia 07 de outubro deste ano, a Comunidade Nossa Senhora Aparecida se reuniu em festiva celebração para o realizar a inauguração do novo espaço. O Ritual de Dedicação da Igreja e do Altar foi presidido pelo Dom Manoel Parrado Carral.Esta pequena e bela comunidade faz parte da Paróquia Cristo ressuscitado, na Diocese de São Miguel Paulista, bairro Itaquera.

A caminhada para a construção foi longa, em novembro de 2011 o Apostolado Litúrgico deu os primeiros passos do projeto de construção. Todo o trajeto foi feito de muito trabalho e dedicação desta comunidade, em parceria com o Apostolado Litúrgico  Arquitetura.

A celebração foi vivida de forma muito simples e intensa pela comunidade, que manifesta o Mistério do Templo Místico do Senhor, como pedra viva do grande templo espiritual.

Segurança da igreja edifício e da Igreja – Assembleia reunida

Regina Celi Machado

Trataremos neste ano de 2010 de assuntos mais técnicos ligados ao edifício igreja. Nosso objetivo é sempre um edifício a serviço da assembléia reunida para a ação litúrgica. Começaremos com o tema da segurança.

Segurança no espaço de celebrar

No dicionário encontramos para a palavra segurança alguns significados: estabilidade e firmeza; estado ou condição de uma pessoa ou coisa que está livre de perigos, de incertezas, asseguradas de danos e riscos eventuais e afastadas de todo mal; estado daquilo que é firme, seguro, inabalável, ou daquele com quem se pode contar ou em quem se pode confiar inteiramente.

Costumamos afirmar que no espaço da igreja nada é por acaso, tudo fala, cada detalhe dentro do espaço de culto transmite informações sobre a fé e sobre a forma de pensarmos e estarmos no mundo e nossa relação com as pessoas.

Qual experiência se pode fazer em um espaço instável e que oferece perigo à vida e à saúde das pessoas? Por outro lado, que experiência faz o fiel num espaço onde se sente livre de todos os perigos, protegido, seguro? A liturgia e o espaço nos educam, formam a nossa fé. O espaço pode ser aliado da formação de uma fé firme, segura, inabalável, confiante.

Falaremos aqui da segurança do imóvel, do patrimônio, mas sobretudo, trataremos da segurança que Quando vamos construir ou reformar um edifício público temos que estar atentos à legislação específica sobre segurança. Há obrigatoriedade de aprovação do projeto de construção ou reforma na Prefeitura local e no Corpo de Bombeiros. Os projetos devem estar em conformidade com as legislações pertinentes para que a obra possa obter o alvará de construção, o habite-se e a licença de funcionamento.

A concretização de um projeto para a construção passa por diferentes etapas e a primeira, depois de um projeto arquitetônico concebido e amadurecido, dever ser a base da obra. Nada fica estável se não houver uma base sólida que o sustente. Pensar na qualidade do terreno providenciando uma sondagem e projeto estrutural é um sinal de começo sólido.

Capela de São Francisco – Colina de São Francisco – São Paulo. Fechamento frontal com cerca e vegetação.

 

Alguns itens essenciais de projeto:

Pelo menos duas aberturas de ingresso e saída autônomas são necessárias, com largura não menor que 2 metros e abrindo para fora com iluminação indicativa da rota de saída.

Os corredores de uso comum devem ter no mínimo 1,20 m de largura, os de uso restrito com 0,90 m. Também as escadas de uso comum devem ter largura de 1,20 m e as escadas de uso restrito 0,90 m. O pé direito (medida entre o piso e o forro da igreja) deve ter no mínimo 4 metros de altura. E a área deve ser dimensionada segundo a lotação prevista.

Deve haver ventilação natural ou por dispositivos mecânicos capazes de proporcionar suficiente renovação de ar. Deve haver reserva de água com vazão adequada para hidrantes quando a metragem quadrada construída ultrapassar 750 m² e extintores em lugares determinados pelo Corpo de Bombeiros para uso em caso de incêndio.

Alguns itens exigidos pelos órgãos públicos visam o conforto mínimo do usuário, outros visam à segurança em caso de tumulto. Sem o mínimo de conforto o fiel não pode participar adequadamente da liturgia. Com calor excessivo, falta de circulação de ar, pouca iluminação e confinamento, não é possível uma boa participação na liturgia.

Alguns itens que exigem manutenção constante

A rede elétrica requer não só um bom dimensionamento como também materiais adequados e protegidos conforme a legislação, e com constante manutenção. Não é raro vermos fios comidos por roedores, fiação exposta, executadas na maioria das vezes para atender necessidades que não foram previstas quando da elaboração do projeto, provocando curtos circuitos e colocando em risco as pessoas.

A estrutura da edificação deve estar sempre protegida. Em muitas construções é costume deixar a ferragem de espera de um segundo pavimento ou de uma futura torre à mostra durante anos a fio. Esta ferragem não só fica comprometida, como compromete toda aquela que já foi concretada. Quando alguma ferragem aparece sob um recobrimento que se desprendeu da estrutura (viga ou pilar), deve ser imediatamente tratada e de forma adequada para que a estabilidade não fique comprometida. Muitas vezes alguém da comunidade, com a melhor das boas intenções, não trata da corrosão e cobre essa ferragem oxidada com uma massa onde mistura cal, o que acaba prejudicando mais, pois a cal corroê o ferro e coloca em risco toda a estrutura com o tempo.

Alguns itens para respeitar o usuário

Pisos antiderrapantes devem ser previstos em áreas externas que podem receber chuva, e na área perto da pia batismal também; guarda corpo em todas as escadas e rampas para auxiliar quem tem dificuldade de locomoção, inclusive no acesso ao presbitério; banheiros em local de fácil acesso sem, no entanto, estarem dentro da igreja, e com número de vasos sanitários, mictórios e lavatórios como determina a legislação. Bebedouro também em lugar acessível, mas não dentro do salão de culto.

Banheiros e bebedouros não podem atrapalhar o desenvolvimento da liturgia. A assembléia não pode desviar sua atenção para o entra e sai de banheiros e uso de bebedouro, e nem para os barulhos provocados por ambos. O ventilador também deve ser evitado e para isso é possível prever uma ventilação natural cruzada e constante que evite os desagradáveis barulhos.

Como proteger o imóvel sem segregar pessoas:

Seria um sonho se as igrejas pudessem estar abertas 24 horas a receber toda e qualquer pessoa. Mas vivemos num mundo que não possibilita este sonho. As igrejas são alvos de vandalismo, de uso indevido de seu espaço, entre tantas outras situações indesejáveis que comprometem não só a segurança do imóvel quanto de seus usuários.

O desafio aqui é proteger o lugar sem transformá-lo numa prisão cheia de grades. A igreja deve convidar o fiel a entrar e nunca ser um lugar que afasta as pessoas. Há muitas maneiras de proteger o lugar sem segregar, pode-se fazer uso de elementos disfarçados no jardim, o vidro também é uma forma de fechar de forma discreta. Há muitas maneiras, para cada caso deve ser pensada uma solução que leve em conta segurança e acolhimento.

 

Regina Céli Machado.
arquiteta
arca@terra.com.br , reuna.arquitetos@terra.com.br

Regina Céli Machado é arquiteta sacra e escreve na Revista de Liturgia.

Fonte do Artigo:
MACHADO, Regina. Segurança da igreja edifício e da Igreja – Assembléia reunida, O que a Liturgia tem a ver com Ecologia?. São Paulo, 217, p. 26 a 28, Jan/Fev 2010.

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A escolha do local da igreja – primeira parte

Regina Celi Machado

Continuando a proposta para 2010 de abordar assuntos mais técnicos ligados ao edifício igreja, neste artigo falaremos sobre o local para a construção ou expansão do edifício igreja.

O ideal seria poder escolher o local perfeito para o que se quer construir, com espaço para tudo que queremos e precisamos, com topografia favorável e documentação correta. Mas, na maioria das vezes, ou a comunidade ganha um terreno, ou ocupa um terreno que sobrou de algum loteamento, ou o dinheiro da comunidade não dá para comprar o lugar sonhado. O que fazer então? Saber usar o que se tem é meio caminho para diminuir os problemas, se cercar de cuidados e planejar é outra parte do caminho.

Escolha do terreno

Se a comunidade vai comprar um terreno é importante pedir ajuda de um profissional, um corretor de confiança para orientar quanto ao real valor do imóvel e a documentação, um arquiteto ou engenheiro que possa avaliar a topografia e a natureza geológica da área. Dependendo do que vai ser construído, um terreno pode ser inviável em razão de um forte declive ou a presença de lençóis d’água ou jazidas. Os vizinhos também são bons consultores, eles conhecem a região, o comportamento do solo e como o local se comporta durante as chuvas.

Nas grandes cidades já não há áreas muito grandes sobrando, o mais certo é encontrar terreno de testadas (largura da frente do ter- reno) muito estreitas e, dependendo do local, os códigos de edificação e as leis de uso e ocupação do solo limitam muito a área possível de ser edificada. Nestes casos, para evitar a construção de um espaço com nave muito estreita e comprida, que dificulta a participação da assembléia na ação litúrgica, o arquiteto e a comunidade têm que encontrar soluções nem sempre fáceis.

O projeto da igreja São Pedro em Santana de Parnaíba- SP aproveitou o forte declive e frente para duas ruas. A construção foi feita em etapas e sem cortes e arrimos. A rua de cima dá acesso à igreja e a rua de baixo acesso à secretaria e salas de catequese. No pavimento intermediário está localizado o salão de festas e reuniões.

Um terreno de esquina ou com frente para duas ruas pode parecer interessante, mas é bom saber que o recuo obrigatório de frente para ruas é sempre muito grande e pode inviabilizar um projeto. Verificar se naquela zona da cidade pode-se construir igrejas é outra preocupação que deve ser considerada.

Antes de adquirir um imóvel não custa dar um pulo na prefeitura e perguntar o que pode ser construído no local, quais os recuos exigidos, qual a legislação de uso e ocupação do solo.

Topografia e orientação

É importante também observar a insolação do terreno. Estudar o caminho do sol, de que lado ele nasce e morre. Pode-se tirar partido da luz natural para iluminar o local e valorizar algumas áreas. Mas devem-se evitar aberturas para o sol que possam prejudicar a visão dos fiéis ou aquecer demasiadamente o local.

A forma do terreno já ajuda a pensar na forma da futura construção. Deve-se harmonizar a construção com o terreno, observar a topografia e a situação do entorno. Evitar grandes cortes e aterros para não encarecer a obra. E conservar o máximo a vegetação nas áreas não edificadas evitando a lavagem da terra e conseqüentes erosões.

Escolher um terreno plano se possível pode representar muita economia com obras de terra, fundações e estruturas de concreto, além de reduzir a zero os custos com contenções de arrimo. A avaliação da resistência do solo também é muito importante, isso pode ser feito por uma empresa de sondagem ou verificando as obras edificadas na vizinhança. Caso o resultado apresente um solo de boa resistência superficial, e sendo a obra  a construir de apenas um pavimento, será possível utilizar uma fundação tipo baldrame corrido, que consome menos ferragem e utiliza um concreto mais barato. Nunca se precipite em fazer obras de terra como terraplanagens e cortes antes dos projetos de arquitetura e estrutural estarem prontos e sem a orientação de um engenheiro, pois poderá perder dinheiro com serviços desnecessários. O arquiteto poderá tirar proveito da topografia e dos acidentes naturais do terreno fazendo um projeto adequado e economizando com redução das obras de terra.

Não se pode deixar de verificar se o local é servido de água encanada, se há rede de águas pluviais e de esgoto. Caso contrário deverá ser previsto um poço para abastecer de água o local e fossa para o esgotamento sanitário.

Uso do espaço

Não é raro vermos construções feitas sem planejamento. Primeiro se constrói um salão porque a verba é pequena, e quando mais tarde a comunidade quer ampliar o espaço, fazer salas de catequese, salão e secretaria, encontra dificuldade. O melhor é planejar tudo o que se quer logo de cara, vai fazendo as construções aos poucos, mas já sabendo onde cada espaço ficará e tudo se comunicando, ao contrário de parecer uma colcha de retalhos aproveitando mal o terreno.

Com o terreno definido e sabendo o que a legislação permite construir, a comunidade deve pensar em um programa, listar tudo que quer e precisa construir, e definir as prioridades. Mas o projeto deve ser global para que no final tudo esteja em harmonia e para que o terreno possa ser aproveitado ao máximo.

No estudo do espaço é importante pensar para onde serão abertos os vãos de ventilação e iluminação, e não se esquecer do conforto térmico e acústico. Tudo isso se pensado e planejado no início vai evitar dores de cabeça e desperdícios. Um bom projeto pode evitar gastos de energia desnecessários com iluminação e ventilação artificiais, e prever um bom conforto acústico e térmico.

 

Regina Céli Machado
arquiteta – reuna.arquitetos@terra.com

Regina Céli Machado é arquiteta sacra e escreve na Revista de Liturgia.

Fonte do Artigo:
MACHADO, Regina. A escolha do local da igreja – primeira parte, Páscoa de Cristo, páscoa do universo. São Paulo, 218, p. 23 a 24, Mar/Abr 2010.

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O círculo na composição do espaço

Regina Celi Machado

Tudo que acontece em nossas vidas tem forma. O nosso jeito de ser Igreja, a nossa teologia e pastoral também têm forma. E, até mesmo, formas geométricas. Aliás, a matemática está em nossas vidas muito mais do que podemos imaginar. Vale assistir, e com as crianças, o filme Matemágica, de 1959.

Na igreja vivemos em comunidades, e é em comunidade que fazemos comunhão, fraternidade, caridade, partilha e solidariedade. A vocação de todo cristão é a vida em comunidade. Se formos desenhar uma comunidade, qual seria esse desenho? Qual forma geométrica usaríamos? Forma e conteúdo andam sempre juntos. Você vê um bule e já sabe o que tem dentro. Uma panela de pressão lembra logo feijão. Não colocamos mingau em bule e nem leite em panela de pressão. Nos espaços ocupados pelos humanos também acontece do mesmo modo. A forma denuncia e anuncia um conteúdo. Sempre!

No 13º Intereclesial das CEBs em Juazeiro do Norte  no início desse ano, quando  as  pessoas  começaram a se organizar em círculos concêntricos para o “ofício da chegada”, subvertendo a forma tradicional – de uns de costas para os outros – juntando mais de 4 mil pessoas ao redor do Círio Pascal e nesta forma continuaram durante todas as celebrações do Intereclesial, ali, naquele círculo, estavam anunciando um conteúdo. A forma circular que esse povo reunido deixava claro no Intereclesial era o que eles vivem em comunidade, sabem o que é comunidade e defendem essa Igreja comunitária.

Por de trás desta forma há uma nova visão de Igreja, povo de Deus, proposta no Concílio Vaticano II, aprofundada pelas conferências do CELAM e concretizada no cotidiano das comunidades que acreditam na Igreja fiel ao evangelho, vivida pelas primeiras comunidades cristãs. Esta nova visão de Igreja supõe uma liturgia que não seja mera formalidade, mas experiência vital em que todos se sintam envolvidos numa relação de iguais. Aqui, as diferenças são colocadas a serviço desta igualdade fundamental.

Esta liturgia, por sua vez, exige um espaço que lhe corresponda. A imagem do círculo se apresenta como a mais adequada, ainda que o espaço disponível seja um quadrado, ou mesmo um retângulo. O círculo cabe dentro do quadrado. O que está em jogo é uma composição de espaço que estabeleça relações de igualdade, sem negar as diferenças de funções. O mesmo se pode dizer dos espaços da catequese de iniciação ou de qualquer outro encontro de formação.

A Instrução Geral do Missal Romano (257) diz que “é pre- ciso que a disposição geral do lugar sagrado esteja estruturada de tal maneira que possa apresentar a configuração da assembleia reunida e permita a participação disciplinada e orgânica de todos, favorecendo o desenvolvimento regular das funções de cada um”. Não se faz comunidade, não se reúne uma assembleia que possa participar efetivamente de uma celebração estando de costas uns para os outros  e com lugares privilegiados.

A mesa da Eucaristia, que é venerada com uma inclinação, um beijo e/ou incensação é única, como único é o Cristo. Esta mesa, que não tem frente, nem costas, nem lugares privilegiados é o centro para o qual converge  a Igreja em partilha e comunhão. Por isso deverá ser colocada “de forma a constituir o centro para o qual converge a atenção de toda a assembléia”. (IGMR, 262).

Regina Céli Machado.
Arquiteta. www.arquitetura- religiosa.arq.br

Regina Céli Machado é arquiteta sacra e escreve na Revista de Liturgia.

Fonte do Artigo:
MACHADO, Regina. O círculo da composição do espaço, Igreja ícone do Mistério. São Paulo, 243, p. 13, Mai/Jun 2014.

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O passo a passo na construção de uma igreja V

Regina Celi Machado

Este é o quinto artigo de uma série que vem abordando durante todo o ano de 2011 o passo a passo que antecede a construção de uma igreja. Tomamos como exemplo uma igreja que está sendo construída em Americana no interior de São Paulo. Neste artigo falaremos sobre os projetos, os custos, os contratos e o cronograma.

 Introdução

O edifício igreja é o lugar privilegiado do encontro da assembléia de fiéis na qual Deus se faz presente. Por isso, a igreja- edifício, só é Igreja de verdade quando está a serviço de uma comunidade eclesial concreta.

A igreja-edifício deve oferecer condições para que os fiéis possam exercer sua missão e, ao mesmo tempo, possibilitar sua participação ativa. O edifício pode ser construído de tal forma que não iniba, mas facilite a vivência dos valores cristãos.

A igreja é um sinal da Igreja peregrina na terra e, é também imagem visível da Igreja do céu. Ela deve expressar através da sua for- ma, suas cores, luzes e sombras, esta função simbólica e mística.

Para que o edifício seja ao mesmo tempo mistagógico e funcional, é necessário haver planejado. Tudo deve ser previsto em projetos para que possa ser, então, construído conforme o desejo e a necessidade da comunidade envolvida.

Para isso, os profissionais que projetarão a futura igreja ou reformarão uma igreja existente precisam conhecer a comunidade para a qual vão trabalhar, e ainda a liturgia e os documentos da Igreja sobre o assunto.

Preliminares aos projetos

A comunidade da Paróquia Senhor Bom Jesus, de Americana, seguiu à risca as orientações técnicas e contratou profissionais que pudessem planejar todas as etapas.

Antes do concurso para execução dos projetos a comunidade providenciou o levantamento topográfico cadastral e a sondagem do terreno, que possibilitam o desenvolvimento do projeto de arquitetura e são determinantes do tipo de fundação e estrutura que o calculista irá propor.

O programa de necessidades foi outra providência que antecedeu o projeto. Nele, a comunidade junto com o pároco e o profissional de arquitetura contratado, elaboraram o programa de necessidades onde estavam elencados todos os interesses e objetivos do cliente.

Algumas perguntas foram respondidas para que o programa pudesse ser elaborado: Quantas pessoas participarão das celebrações? Quais as atividades que a construção irá abrigar: culto, festas, cursos, reuniões, assembleias, etc.? O batismo será feito por imersão? Qual o mobiliário específico de cada espaço?

Tudo o que a comunidade deseja e sonha tem que ser dito nessa hora ao profissional, que deve entender as necessidades e os desejos apresentados e expressá-los no desenho.

Projetos

Nenhuma construção ou reforma, no espaço da igreja, pode ser feita sem a elaboração de projetos, que devem atender as necessidades da comunidade e estarem em conformidade com as normas da instituição, a legislação municipal e as normas técnicas. Todo o cuidado com o planejamento de uma obra e a contratação de profissionais habilitados e capacitados visa um melhor resultado e maior economia a médio e longo prazo. Gastos iniciais com levantamentos e projetos devem ser contabilizados como investimentos.

Cabe aos profissionais de arquitetura e engenharia, a responsabilidade técnica pelos projetos e obra. Também é de responsabilidade destes profissionais, a interpretação correta das legislações municipais, estaduais e federais pertinentes às edificações, segurança e patrimônio histórico, artístico e cultural.

Projeto de arquitetura

O Projeto de arquitetura é o primeiro a ser feito. É ele que concebe a obra e é também a sua representação final. É impossível construir ou reformar sem um projeto de arquitetura.

O arquiteto é o profissional indicado para elaborar o projeto arquitetônico no qual estão definidos todos os espaços, as ligações entre eles, os acessos, as aberturas de ventilação e de iluminação, as entradas e saídas, as alturas, os materiais a serem usados e a mística do edifício.

Um primeiro estudo foi apresentado à comissão responsável e ao pároco, que opinaram e sugeriram algumas mudanças e adequações. Em seguida, foi elaborado o projeto básico, aprovado na Prefeitura junto com o projeto para o Corpo de Bombeiros.

Após a aprovação do projeto de arquitetura, todos os demais projetos complementares foram contratados. Após a definição de todos os projetos é que o projeto executivo de arquitetura foi concluído e então feita a contratação da empresa construtora.

Projeto de fundações e cálculo estrutural

O projeto estrutural deve atender a todas as indicações do projeto arquitetônico, com ressalva a exequibilidade técnica da estrutura e a harmonia com os demais projetos complementares.

O projeto estrutural é constituído de infra- estrutura (fundações) e supraestrutura (estruturas superiores – lajes, pilares e vigas).

Em Americana, a escolha das fundações considerou a existência de uma vizinhança que deveria ser poupada de futuras avarias em suas casas e excesso de barulho durante a obra.

Projeto de instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias, de segurança e de prevenção de incêndio

O projeto de instalações reúne todos aqueles projetos que vão permitir o funcionamento do edifício. É de fundamental importância que o arquiteto ou engenheiro, no desenvolvimento do seu projeto, procure facilitar as instalações com o uso de paredes hidráulicas por exemplo.

Toda a fiação e todas as tubulações devem ser passadas necessariamente durante a obra para que não seja preciso quebrar paredes e furar estruturas futuramente. Daí, a necessidade de que todos os projetos estejam compatibilizados e prontos quando se inicia a obra.

Projeto acústico e de conforto térmico

A comunidade de Americana não só executou os projetos obrigatórios, mas foi além, para poder se precaver de qualquer surpresa posterior. A acústica é sempre um grande problema para as igrejas, o que pode ser evitado se previsto em projeto. Caso contrário, pode se tornar um problema insolúvel. Também o desconforto térmico que obriga as igrejas a distribuírem ventiladores, pode ser previsto e evitado em projeto.

Para conseguir o conforto térmico no ambiente, recomenda-se recorrer sempre aos recursos naturais (sombreamentos com vegetação adequada, circulação natural do ar) que possibilitam grande economia de energia elétrica e conforto adequado a cada região.

Para o conforto acústico não só a forma espacial é importante como, em muitos casos, alguns revestimentos especiais são imprescindíveis. Em Americana algumas paredes serão revestidas de material absorvente para que, mesmo sem o uso de sistema de som, a verberação ocorra em todo o espaço celebrativo.

Projeto de impermeabilização

Outro problema recorrente nas igrejas são as infiltrações, que como tantas outras coisas, se não tratada desde o início da construção e prevista em projeto, pode ser de difícil e onerosa solução no futuro.

Na igreja do Senhor Bom Jesus o projeto de impermeabilização previu o tratamento adequado de toda a área de jardim, áreas molhadas, lajes, fontes e as áreas que deverão ser lavadas.

Projeto paisagístico

A área livre para jardim na igreja de Americana, tem grande importância pastoral. Ali a comunidade fará os encontros sociais, as festas, as manifestações culturais, procissões e via sacra. A catequese também poderá usar este espaço livre de área de lazer.

O Projeto Paisagístico é um projeto complementar ao de arquitetura. Nele estão previstos estacionamentos, passagens, equipamentos de lazer, muros, grades, grutas e toda a vegetação. Aqui, cada planta escolhida também faz parte do projeto iconográfico, como a falsa vinha que marca o ciclo da vida perdendo todas as folhas no inverno, ou fi- cando com as folhas vermelhas no outono e exuberantemente verdes no verão. Oliveiras estarão ladeando o oratório de Nossa Senhora. Nas esquinas do terreno serão plantados dois flamboyants que estavam no terreno há muitos anos atrás e que estão saudosamente na memória dos fiéis.

Ainda neste jardim que ocupa todo o terreno, haverá uma fonte que brota logo abaixo do altar, no pavimento superior. Esta água corre por um canal no jardim e deságua em outra fonte que também serve para o batismo.

Doze pilares, que sustentam a igreja, fazem parte do jardim e neles estarão impressos os nomes dos doze apóstolos.

Projeto de mobiliário

Todo o mobiliário litúrgico foi desenvolvido para a igreja de Americana em conjunto com a arquitetura, formando uma unidade de desenho e materiais. Do altar ao quadro de avisos, das toalhas às vestes, tudo foi previsto e projetado para evitar improvisos posteriores.

O mobiliário foi desenvolvido para ser funcional, de fácil conservação para expressar a nobreza do espaço. Os bancos serão fixos e a base feita de aço para que não sofra corrosão. O mobiliário litúrgico será em pedra e as peças como castiçais, cruzes de consagração, cruz procissional serão em aço inox fosco.

Projeto iconográfico

A decoração e a ornamentação do espaço celebrativo não é um recurso isolado do projeto arquitetônico e da liturgia. Pinturas, vitrais, mosaicos, mobiliário, toalhas, arranjos florais, tudo foi considerado no projeto iconográfico. Projetado para salientar a liturgia e a participação dos fiéis, em unidade com a arquitetura e não para “enfeitar” ou “decorar” o espaço.

Projeto de áudio e vídeo

Aqui também um profissional especialista foi consultado e o projeto elaborado previu um bom sistema de som e áudio que satisfaça a necessidade de comunicação dentro da igreja. Áudio e telão serão instalados no jardim para que as celebrações possam ser acompanhadas quando a capacidade da igreja for excedida. Também áudio e som para missa campal estão previstos em frente à igreja com altar colocado no patamar largo da escadaria.

Projeto de luminotecnia

Este projeto, complementa o de elétrica que distribui quadros e pontos e calcula a carga. Este estuda qual a luz necessária para cada ambiente, como valorizar espaços e peças especiais e como dar dramaticidade a alguns locais ou ocasiões.

Cronograma de projetos e obra

O cronograma é uma representação gráfica de previsão da execução do trabalho. Indica o prazo em que serão executadas as diversas fases do trabalho e qual o custo de cada uma. Um cronograma de projetos foi elaborado e permitiu que a comunidade soubesse quanto teria que desembolsar e em quanto tempo. Nesta igreja específica o cronograma previu oito meses para o desenvolvimento de todos os projetos.

O cronograma de obras, que foi elaborado depois de todos os projetos concluídos, prevê as diversas fases de obra. Por exemplo: Pre- paração do terreno, fundação, estrutura, lajes paredes, cobertura, instalações elétricas, instalações hidráulicas e sanitárias, esquadrias, pisos, acabamentos.

Assim, pode-se saber quanto será gasto, mês a mês, até o fim da obra e quanto tempo levará para cada etapa ser executada.

O cronograma é feito por quem vai executar a obra junto com o cliente que sabe de quanto pode dispor. Neste caso, o cliente contratou separadamente fundação de estrutura, paredes e instalações e, por fim, os acabamentos. Assim, pode levantar verba para cada fase e cumprir os compromissos assumidos com o construtor.

Custos

O cálculo de custos para projetos e obra depende de uma série de fatores e varia de região para região.

Os índices de custos de construção  civil  são divulgados em sites como o do Sinduscom – o sindicato da construção civil – com índices diferentes para cada região do país. Esses custos só se referem à obra civil, ali não estão computados os custos de mobiliário, equipamentos, obras de arte ou acabamentos sofisticados.

Pela experiência podemos dizer que o metro quadrado de uma construção está por volta de R$ 1.000,00.

Para os projetos também é possível conseguir tabelas junto ao CREA – o Conselho Regional de Arquitetura e Engenharia – e as previsões de custo variam entre 6% a 12% do valor da obra.

Assim, podemos fazer uma previsão de custo para uma igreja que tenha 800 m2 de área a ser construída, da ordem de R$ 800.000,00 e, custo de projetos entre R$ 48.000,00 a R$ 96.000,00.

Conclusão

Tudo que falamos aqui pode ser resumido na palavra planejamento. Planejar é o caminho mais curto para conseguirmos atingir objetivos com o mínimo de problemas e com o máximo de economia tanto financeira quanto de tempo e desgaste emocional.

No caso de uma construção ou reforma de igreja, que envolve toda uma comunidade e recursos, mais atenção ainda deve se ter no planejar e prever tudo, calculado e divulgado. Quantas vezes vimos  casos de obras mal feitas que são, em seguida, demolidas. Ou obras  que  custaram  caro e não funcionam. A única forma de evitar surpresas desagradáveis é fazendo um bom planejamento.

E ainda assim acontecerão imprevistos porque estamos lidando com uma série de condicionantes vivas. Em Americana, foram feitos 12 contratos de projetos: arquitetura, estrutura, hidráulica e elétrica, aprovação prefeitura e bombeiros, impermeabilização, paisagismo, acústica, iluminação, áudio e vídeo, iconografia, mobiliário, gerenciamento de projetos. Foram vários profissionais trabalhando juntos e ao mesmo tempo, onde o projeto de um tinha interfaces com o projeto do outro. Se um profissional não cumprisse seu próprio prazo, atrapalhava o prazo do outro. Sendo assim o cronograma previsto de 8 meses de projeto acabou se estendendo para 12 meses.

Também com a obra outros imprevistos certamente virão. No caso de Americana, que neste momento está na fase de levantamento da estrutura, a falta de mão de obra qualificada no mercado aquecido da construção civil certamente vai atrasar a previsão de entrega da obra.

Os imprevistos sempre existirão, o que é mais um motivo para se cercar de planejamento, profissionais qualificados, participação da comunidade e mecanismos de prestação de contas, tudo para que haja o mínimo de contratempos.

Regina Céli Machado.
Arquiteta. www.arquitetura- religiosa.arq.br

Regina Céli Machado é arquiteta sacra e escreve na Revista de Liturgia.

Fonte do Artigo:
MACHADO, Regina. O passo a passo na construção de uma igreja V, Piedade popular e liturgia. São Paulo, 227, p. 18 a 21, Set/Out 2011.

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