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ESPAÇO PARA CELEBRAR

Qual é o centro do espaço de celebração

Regina Machado

Texto: MACHADO, Regina Céli de Albuquerque. Qual é o centro do espaço de celebração. Revista de Liturgia 186: O Sacramento da ordem. São Paulo: edição 186, novembro/dezembro de 2004, p. 26 – 28.

Esta dúvida existe e está presente na grande maioria das igrejas que tenho visitado a pedido de párocos e liderenças em busca de melhorar seus espaços.

Há uma verdadeira briga pelo centro das atenções dos fiéis e pelo centro geográfico dentro do espaço de celebração. Concorrem nesta briga a mesa da eucaristia, a cruz, o sacrário,a imagem do santo e da santa padroeira e a cadeira da presidência. Muitas vezes, até os arranjos de plantas e flores entram nessa concorrência. Na confusão não se vê mais nada e tudo perde a importância, simbologia e sacralidade.

Nos cursos e palestras que tenho dado há anos, esta pergunta sempre aparece na plateia: o que deve ficar no centro? A presidência? A cruz? A padroeira? O sacrário? O altar?

O espaço celebrativo é o lugar privilegiado da ação litúrgica. A liturgia renovada no Concílio Vatino II privilegia uma liturgia orante, comunitária, popular, inculturada, aberta ao ecumenismo, libertadora e centralizada no Mistério Pascal de Cristo. O centro é o Cristo! Centro da liturgia, centro da vida cristã, centro do espaço celebrativo. Não há dúvida quanto a isso.

Um espaço bagunçado, confuso, sem unidade e harmonia dificulta o desempenho dos ministros e ministras e a participação da assembleia. Cada coisa deve ter seu lugar. Não é apenas o centro geográfico do espaço que é nobre, um espaço lateral ou um canto pode se tornar um local tão nobre quanto o centro. É importante garantir a unidade do conjunto.

A instrução Geral do Missal Romano (257) diz que “é preciso que a disposição geral do lugar sagrado esteja estruturada de tal maneira que possa apresentar a configuração da assembleia reunida e permita a participação disciplinada e orgânica de todos, favorecendo o desenvolvimento regular das funções de cada um”. Diz ainda que “o altar no qual se torna presente, através dos sinais sacramentais, o sacrifício da cruz, é também a mesa do Senhor, da qual o povo é convidado a participar, quando é convocado para a missa: o altar é o centro da ação de graças, que e cumpre com a eucaristia” (IGMR 259).

O altar “deverá também ser colocado de forma a constituir de fato o centro para o qual converge a atenção de toda a assembleia” (IGMR 262). É desta forma que presbíteros e fiéis são verdadeiramente circunstantes, eretos ao redor do altar, como diz o antigo cânone romano, a legislação sobre o altar, o Codex iuris canonici, cânones 1235 – 1239. É a constituição dogmática Sacrossanctum Concilium (n.14) faz menção de um só altar, assim como o Código de Direito Canônico.

A mesa da Eucaristia, que é venerada como uma inclinação, um beijo e/ou incensação é única como único é o Cristo. Essa mesa que não tem frente, nem costas, nem lugares, privilegiados é o centro para o qual converge a Igreja em partilha e comunhão.

O CENTRO NO PROJETO PARA O SANTUÁRIO MARIANO DAS AMÉRICAS

Acabamos de conceber um espaço de celebração que será construído em Miami, o Santuário Mariano das Américas, que é um exemplo de radicalidade do altar como centro do espaço de celebração, sem esquecer todos os outros elementos importantes do ponto de vista simbólico e litúrgico. E sem esquecer que o espaço é dedicado a Maria.

A chave da teologia mariana na Igreja está na dimensão da maternidade de Maria. É a própria Maria que se manifesta em Guadalupe, pedindo que se construa uma casa: “Desejo vivamente que se erija aqui uma casa, para nela mostrar e dar todo o meu amor, compaixão, auxílio e defesa, pois eu sou vossa piedosa mãe, a ti, a todos os moradores desta terra e a todos os outros que se amam, me invocam e confiam em mim; ouvir ali seus lamentos, e remediar todas as suas misérias, penas e dores”.

O Santuário Mariano das Américas se inspira na Maria, Mãe Guadalupana, inserida na cultura americana de raízes astecas, na Maria-Mãe dos pobres que no Magnificat mostra ser toda de Deus, consciente da história, das lutas e das esperanças do seu povo.

Uma grande abóbada é o símbolo da grande Mãe que acolhe seus filhos com carinho e calor, e os cobre e protege com seu manto. É nesse regaço que seus filhos procuram abrigo e forças para viver melhor. É a mãe que acolhe a todos como filhos que devem se relacionar como irmãos na solidariedade e na ajuda fraterna.

  1. A CÚPULA

Maria, Mãe, Mulher, “grávida do Espírito Santo” (Mt 1,18). O próprio templo é Maria, templo da Vida, lugar da revelação de Deus “sacrário do Espírito Santo” (LG 53/141).
Maria, mãe e mulher está ligada ao mistério da vida.
A curva, o círculo – forma perfeita – evoca o feminino e traduz harmonia e unidade. O espaço do Santuário deve ser como o ventre de uma mãe que acolhe e forma seus filhos na fé, na justiça, na fraternidade, na paz.

  1. A COLUNA

A curva se abre para receber uma coluna que fará a ligação do céu com a terra e marcará o centro do espaço. Esta coluna une o céu à terra, como escada do sonho de Jacó, que “apoiando-se na terra, tocou como cimo o céu”. (Gen 28,12). A coluna é como o Espírito que penetra Maria, fecundando toda a raça humana e a própria terra. “Maria não é um instrumento meramente passivo, ela coopera para salvação humana com livre fé e obediência” (LG 56/144).

  1. O ALTAR

O centro da vida de maria é seu filho Jesus, que é o centro da vida da Igreja. E no santuário, o altar é o único e central como o próprio Cristo, lugar do encontro e da aliança entre Deus e o seu povo. “Já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre os apóstolos e os profetas como fundamentos, sendo o próprio Crito Jesus a pedra angular. É nele que todo edifício, hamonicamente disposto, se levanta para ser um templo santo no Senhor. É nele que também vós outros entrais em conjunto, pelo Espírito, na estrutura do edifício que se torna a habitação de Deus” (Ef 2,19-22).

  1. A CRUZ

A cruz é o símbolo do Mistério Pascal, dolorosa, mas gloriosa. O divino vertical é cortado pelo limite humano do horizonte. Símbolo de centro e universalidade.
A cruz também abençoa, coloca a Igreja juntamente com seu Redentor e diviniza o lugar em nome de Deus, Filho e Espírito Santo. A cruz de Cristo, que plantada na terra, santifica o mundo, marca o centro do Santuário, atraindo de longe o peregrino. “(…) ele que de dois povos fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separa… (…) ele queria fazer em si mesmo dos dois povos uma única humanidade… e reconciliá-los com Deus, reunidos num só corpo pela virtude da cruz…” (Ef 2, 14-16).

  1. CORTE

Nas laterais estão 28 painéis com mosaicos das várias padroeiras, inseridas na realidade histórica de cada país, fechando o espaço, sustentando a cobertura e abraçando a assembleia. Assim todas as nações do Continente estão representadas através das várias denominações de Nossa Senhora. Ao redor do altar, que é o Cristo, se reúne toda a comunidade de peregrinos, cercados pelas diversas denominações de Maria, cobertos pelo manto da Virgem de Guadalupe, padroeira das Américas.
Uma abertura no alto permite a saída do ar quente e possibilita a entrada de luz natural sobre o altar, no qual todas as nações e todos os fiéis têm seu lugar igual. Não há frente e costas, primeiro e último, como na Jerusalém Celeste, onde o lugar de todos está garantido.

  1. PLANTA BAIXA

O centro é o Cristo, centro de nossa vida, centro do Santuário. O círculo, forma perfeita, é a Mãe Maria, o abraço da mãe, a barriga da mãe, limitando o espaço do Santuário. Uma grande abóboda cobre todo o espaço. No centro está o presbitério com a cadeira da presidência e a estante da Palavra de cada lado do altar. A assembleia se reune em círculo e em diversos patamares, facilitando a participação e a acústica. Quatro grandes corredores em rampa formam uma cruz representando os quatro pontos cardeais, os quatro cantos da terra, a geografia do continente, convergindo para um único lugar. Em toda a volta, um grande corredor, que recebe os peregrinos, funciona como atrium e dá acesso ao pavimento inferior por rampas onde estão a capela do Santíssimo, a sacristia e os diversos serviços.

Regina Céli de Albuquerque Machado é arquiteta e estudou teologia no Instituto Lumen Vitae de Bruxelas. Trabalha desde 1984 com pastoral e arquitetura religiosa. Estudou liturgia e durante 5 anos deu aula sobre o Espaço Litúrgico nos cursos de pós-graduação em liturgia da Faculdade Nossa Senhora da Assunção em São Paulo. Escreveu dois livros pelas Paulinas: O Local da Celebração – Arquitetura e Liturgia e O Espaço da Celebração.

Revista de Liturgia e artigos sobre Arquitetura Sacra

A Revista de Liturgia, começou a ser publicada no Brasil em 1973, pela Congregação Pias Discípulas do Divino Mestre, com o apoio e incentivo de Dom Evaristo Arns, então cardeal da Igreja católica em São Paulo, da Comissão Arquidiocesana de Liturgia, da CNBB nacional e, mais tarde, do Centro de Liturgia, então pertencente à Faculdade Nossa Senhora da Assunção em São Paulo.

Inicialmente foi lançada com o nome da edição italiana – A Vida em Cristo e na Igreja – tendo como subtítulo Revista Bimestral de Liturgia. Na década de 90, assumiu o nome – Revista de Liturgia – com o qual se tornou realmente conhecida no Brasil. É uma revista de liturgia editada a cada dois meses.

Dentre os temas versados pela Revista de Liturgia, Arquitetura Sacra é um tema muito presente nos artigos. Foi feito um levantamento dos principais temas e escritores sobre este tema na Revista e trazemos um resumo para todos os interessados e desejosos de bibliografia sobre Arquitetura Sacra.

 EDIÇÃOBIM-ANOTEMA CAPAARTIGOPAGINAAUTOR(A)
   
175JAN/FEV-2003InculturaçãoPara começar o assuntoPg.8Regina Machado
176MARC/ABR-2003SacramentalidadeO Espaço no tempo LitúrgicoPg.10Regina Machado
177MAI/JUN-2003Liturgia cume e fonte da vidaA pedagogia do espaçoPg.12Regina Machado
      
181JAN/FEV-2004Façam isto…O lugar da celebraçãoPg.11Regina Machado
182MARC/ABR-2004Reconciliai-vos…A cada da IgrejaPg.21Regina Machado
183MAI/JUN-2004Renascer da água e do EspíritoA fonte batismal da catedral de Duque de CaxiasPg.10Regina Machado
184JUL/AGO-2004Unção dos enfermosA Igreja e a capela da Comunidade de TaizéPg.8Regina Machado
185SET/OUT-2004MatrimônioInculturação na arquitetura…Pg.25Regina Machado
186Nov/Dez-2004O sacramento da ordemQual é o centro do espaço da celebraçãoPg.26Regina Machado
      
189MAI/JUN-2005A Eucaristia diante das deformações do mundoO AmbãoPg.21Ir.Laíde Sonda
190JUL/AGO-2005A música na missa do tempo quaresmalA cadeira da presidênciaPg.21Ir.Laíde Sonda
191SET/OUT-2005A Liturgia das CEB´s no 11º IntereclesialA capela do SantíssimoPg.21Maria A.P.Guimarães/Rosana R. Moreira
      
193JAN/FEV-2006Levanta-te, vem para o meioO espaço de celebração no Brasil-ENTREVISTAPg.24Rafaela Asprino
194MARC/ABR-2006Catequese como iniciação à eucarístiaA comissão de Arte SacraPg.24Pe. Carlos Gustavo Haas
195MAI/JUN-2006Congresso EucarísticoArquitetura, arte e bens culturaisPg.24Rafaela Asprino
197SET/OUT-2006A Novena de NatalTécnicas e materiais regionais:uma caminho p. e.Pg.24Rafaela Asprino
198Nov/Dez-2006Romaria dos mártiresProfissionalismo e simplicidade…Pg.14Rafaela Asprino
   
200MARC/ABR-2007Páscoa: a luz que vence as trevasTrabalho em equipe…Pg.22João Martins
201MAI/JUN-2007À espera de um novo PentecostesO uso do espaço condiciona o rito?Pg.21Pe.Enrique Illarze
202JUL/AGO-2007Reacender a EsperançaArquitetura e ecologiaPg.20Regina Machado
203SET/OUT-2007A liturgia na assembléia de Aparecida 6º Encontro Nacional de Arte SacraPg.20Regina Machado
204Nov/Dez-2007Canto e música na V Conferência do CelamÀ luz da Encíclica Sacramentum CaritatisPg.26Rafaela Asprino
   
205JAN/FEV-2008Mistagogia do espaço litúrgicoComunidade de Santa Odília Santana de P.-SPPg.8Rafaela Asprino
207MAI/JUN-2008Uma pastoral a serviço da liturgiaEspaço litúrgicoPg.7Rafaela Asprino
   O centro do espaço litúrgicoPg.9Regina Machado
208JUL/AGO-2008O Ministério da LiturgiaUma igreja para a maior favela da cidade de SP.Pg.22Regina Machado
209SET/OUT-2008Ecologia e LiturgiaArte sacra, um ministério a serviço da liturgiaPg.24Raquel Tonini Rosenberg Schneider
210Nov/Dez-2008Vem, senhor JesusMudanças de pároco e continuidade de projetosPg.25Regina Machado
   
211JAN/FEV-2009Compreeder e viver a Palavra de DeusUm altar para multidãoPg.22João Martins
212MAR/ABR-2009Liturgia e vida cristãPiso, o caminho da igrejaPg.16Regina Machado
213MAI/JUN-2009Pastoral LitúrgicaParedes-O abraço do temploPg.11Regina Machado
214JUL/AGO -2009Um estemunho vindo da ÁfricaA cobertura da igrejaPg.14Regina Machado
215SET/OUT-2009Do ventre da terra, o grito que vem da AmazôniaOs umbrais da igreja, portas e janelasPg.14Regina Machado
216NOV/DEZ- 2009Um caminho mistagógico feito em mutirãoA luz na igreja…Pg.16Regina Machado
   
217JAN/FEV-2010O que a Liturgia tem a ver com Ecologia?Segurança da igreja edifício…Pg.26Regina Machado
218MARC/ABR-2010Páscoa de Cristo, páscoa do universoA escolha do local da igrejaPg.23Regina Machado
219MAI/JUN-2010Celebrando a aliança cósmicaA escolha do local da igreja…segunda partePg.10Regina Machado
221SET/OUT-2010Potencial Eco-Pedagógico da Liturgia?O tamanho da igrejaPg.10Regina Machado
222NOV/DEZ- 2010Já é hora de despertarA munutenção da igrejaPg.11Regina Machado
   
223JAN/FEV-2011O sentido teológico da LiturgiaO passo a passo na construção de uma igrejaPg.27Regina Machado
225MAI/JUN-2011Formação litúrgica para jovens O passo a passo na construção de uma igreja IIIPg.26Regina Machado
226JUL/AGO-2011Um caminho sem volta O passo a passo na construção de uma igreja IVPg.27Regina Machado
227SET/OUT- 2011Piedade popular e liturgia O passo a passo na construção de uma igreja VPg.18Regina Machado
   
243MAI/JUN-2014Igreja ícone do MistérioO círculo da composição do espaçoPg.13Regina Machado

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O ESPAÇO NO TEMPO LITÚRGICO

ESPAÇO PARA CELEBRAR

Regina Machado é arquiteta. Escreveu dois livros pelas Paulinas: O local da celebração Arquitetura e Liturgia e O Espaço da Celebração.

Este artigo encontra-se na Revista de Liturgia 176 – março/abril de 2003, Sacramentalidade, artigo está nas pag. 10 a 14.

Celebramos nossas diversas liturgias nos diferentes tempos litúrgicos sempre no mesmo espaço, o mesmo salão, com os mesmos mobiliários, a mesma igreja. Também a vida possui o mesmo cenário para desenvolver sua liturgia, a mesma montanha, o mesmo rio, as mesmas árvores, o mesmo céu. Mas a natureza, como dia e a noite, as diferentes estações, o frio e o calor, a chuva e o vento, os diferentes perfumes, enriquece o cenário e nos tira da rotina.

Deveríamos nos inspirar na natureza para preparar os locais de celebração para as diferentes liturgias nos diferentes tempos litúrgicos.

A natureza tem o artifício da luz e da sombra, das cores, dos cheiros. No inverno, a tristeza é expressa com pouca luz, o dia é mais curto, poucas cores, as flores estão ausentes, o frio também nos deixa mais quietos, alguns animais até hibernam. No verão, a água abundante faz o verde mais bonito, há cores, ficamos mais animados, os dias são maiores que as noites. A primavera, com sua explosão de sensualidade, e o outono já nos preparam para a tristeza do inverno. Não seria a quaresma o outono a nos preparar para a morte e ressurreição que se segue?

Podemos e devemos enriquecer os espaços de celebração para as diferentes liturgias. Mas, atenção, sempre com muita discrição, sem exageros, sem esconder o essencial, sem perder o referencial. E sempre coerente com o tempo litúrgico.

Há várias formas de dinamizar o espaço.

A luz

A iluminação pode contribuir positiva ou negativamente para o desenvolvimento da liturgia. Para cada ambiente e função se tem um tipo determinado de luz e de intensidade de iluminação indicada. A iluminação de uma igreja não é a mesma de uma sala de aula, de uma loja ou a de um banco. Uma sala com luz fraca, pode dar sono aos alunos. Uma igreja iluminada excessivamente pode não ser acolhedora. Não é acolhedora também uma capela ou igreja iluminada com lâmpadas fluorescentes, mas indicadas para escritórios. O espaço não precisa estar iluminado todo por igual. Uma iluminação especial sobre alguma peça ou imagem ajuda a valorizá-las. O altar e a mesa da Palavra podem ter uma iluminação direta sobre eles. Em uma capela só para oração pouca luz é necessária. Se houver necessidade de iluminação para leitura, esta pode estar distribuida apenas sobre o espaço dos bancos. Pode ser usado também um dispositivo que regula a intensidade da luz. A iluminação privilegiada sobre alguns espaços, em detrimento de outros que ficam na sobra, cria um contraste que lembra a própria dinâmica da fé, que transita entre a luz e as trevas.

As cores

Tanto as cores como as texturas dos materiais de acabamento que revestem o interior e o exterior das igrejas podem ser aliados na vontade de se ter um lugar aconchegante que nos leve à participação, ao silêncio e à oração. Cores frias nos afastam, nos esfriam mesmo. O próprio nome das cores já diz tudo: cinza, gelo, neve. São cores que não ajudam a criar um ambiente aconchegante. Cores como areia, palha, terra, pérola, camurça, são cores quentes, aproximam, são mais confortáveis e aconchegantes. As cores também servem par ase valorizar e destacar algum ambiente ou alguma parede. Também as texturas são importantes. Uma parede texturizada com chapisco, por exemplo, pode ser destacada, ajuda na acústica e também fica mais aconchegante.

A decoração

É muito comum vermos construções feitas de qualquer jeito e depois, para tornar o lugar bonito e acolhedor, recorre-se ao artifício da decoração. Na maioria das vezes, como se diz, a emenda fica pior que o soneto. Qualquer decoração deve estar a serviço do projeto de arquitetura e de liturgia, deve fazer parte de uma unidade, não deve existir sozinha. A decoração não pode ser uma composição em si mesma, mas elemento de um todo. Por isso, o que a comunidade pretende fazer, sejam vitrais, pinturas, quadros, painéis, tudo deve ser muito bem pensado e discutido e deve ter sentido teológico e litúrgico. Se o local não é bonito nem agradável, pode ficar muito pior se começar a acrescentar coisas com o objetivo de embelezar. Aí o risco é o local ficar muito carregado e os fiéis não conseguirem entrar em clima de oração, ficarem dispersos com tanta coisa para ser vista ao mesmo tempo. Costumamos pecar pelo excesso. Por isso é melhor não correr riscos. É preferível sermos mais discretos, simples e sóbrios. Menos é mais nestes casos.

As flores

Aqui também, quanto menos melhor. É comum as pessoas valorizarem demais os arranjos, mais do que o altar e o ambão. O arranjo deve ser mínimo e muito discreto, não é ele que importa. Costuma-se pendurar nas paredes vasos com plantas tipo samambaias. Quando se entra na igreja, só se vê os vasos. O essencial desaparece. O material também deve er considerado. Plantas e flores de plástico são inconcebíveis no lugar da celebração. Um lugar onde a verdade é anunciada e deve ser experimentada, não pode ser decoração com coisas de mentira, e ainda o plástico – símbolo do descartável. A verdade não é descartável, é para sempre. E a verdade é bela.

Os vasos dever ser de material nobre como o barro, os cachepots de madeira, ferro. Gesso, plásticos, vasos revestidos de espelho ou de papel laminado não são indicados para o local da celebração. É muito importante conhecer a liturgia para poder atuar no espaço. Não serve qualquer decoração, qualquer cor, qualquer iluminação, qualquer arranjo de flores. Para cada liturgia a dinâmica é uma. Não basta enfeitar, é preciso enfeitar ou não enfeitar com um objetivo definido.

Vamos ver o caso das celebrações do Ciclo Pascal

O tempo da Quaresma

A Quaresma, entendida e vivida à luz do Tríduo Pascal da Paixão, Sepultura e Ressurreição de Cristo é o momento privilegiado para deixar de lado o velho que está em nós e na comunidade e e preparar para a vida nova. Os grandes temas na Quaresma são o batismo e a penitência. A abertura da Quaresma, na Quarta-feira de Cinzas, nos convida aos exercícios da esmola, da oração e do jejum.

Como pode o espaço contribuir para a vivência da Quaresma e dos exercícios da esmola, da oração e do jejum?

Podemos aproveitar a Quaresma para rever o espaço, se é um espaço próprio para oração, se oferece acolhimento, ser está aberto para Deus, para o outro e para o Mundo. Se o espaço está ajudando o fiel na oração, na sua comunicação com Deus e na sua comunicação com o outro e com o Mundo.

O jejum convida o fiel a realizar um gesto de liberdade e de respeito aos bens criados, convida à liberdade em relação à natureza e à cultura dizendo um não ao consumismo e estabelecendo um correto relacionamento com as coisas criadas. Jejuar também significa fazer espaço em si, espaço para Deus, para o próximo.

A maioria dos espaços litúrgicos estão como estamos todos nós: cheios do supérfluo e carentes do essencial. A Quaresma é o momento de limparmos, esvaziarmos os espaços, jogarmos fora o que é lixo e tirar fora o que de nada serve, tirar o excesso de decoração, vasos, plantas, mesinhas, toalhinhas e abrir espaço para o essencial.

O Tríduo Pascal

O Tríduo Pascal é o centro e a síntese da celebração do Mistério da Paixão-Morte e Ressurreição de Cristo no Ano Litúrgico.

A Missa da Ceia do Senhor na quinta-feira santa marca o início do Tríduo. O ambiente é de festa e alegria, a cor é branca nas flores, toalhas e velas. O espaço deve expressar um local de refeição partilhada, se possível com acesso de todos à mesa, ou de um grupo grande. As cadeiras podem rodear a mesa ou a mesa descer para assembleia. A mesa é o centro na celebração da Ceia.

Na Sexta-feira Santa, o luto e a dor tomam conta da comunidade e também do espaço. O clima é de silêncio, o altar fica despido, sem toalhas, não há velas, o ambiente fica mais escuro, podem ser diminuídas as luzes. A cor das vestes é vermelha, sinal do sangue de Cristo derramado na cruz. A cruz assume lugar de destaque tornando presentes as dores e os martírios de todos os oprimidos da terra. Deve haver espaço para que os fiéis demonstrem seu sofrimento e a prostação diante do altar.

A Vigília Pascal é a noite santa na qual renascemos. É aí que celebramos a vitória da luz, a vitória da liberdade sobre a opressão. A Vigília constitui a grande Páscoa anual dos cristãos, em que se celebram os Sacramentos da Iniciação Cristã e se renovam as promessas do batismo. Nessa noite, falam alto os símbolos da vida: o fogo, a luz, o óleo, o pão e o vinho. O ambiente é de alegria, festa, a cor é branca, há flores. A celebração é muito rica. Cada espaço deve ser muito bem preparado para as diferentes partes da celebração. O melhor é que não fique tudo restrito ao presbitério, mas que a comunidade possa caminhar, se deslocar e carregar a luz.

Para a liturgia da luz, deve ser preparado um fogo, uma fogueira do lado de fora da igreja, se possível. O círio, as velas, o incenso devem ter sido previstos. A liturgia da Palavra pode ser encenada ocupando diferentes ambientes da igreja. O importante é que todos possam acompanhar e participar. Para a liturgia do batismo o ideal é uma fonte batismal para imersão completa, o que não é impossível, mesmo pequenas comunidades têm conseguido com muito bom gosto ter sua fonte batismal fixa. Por fim, a liturgia eucarística.

A Páscoa de cada ano deve ser uma fonte rica e abundante de vida para a comunidade. Nela a comunidade deve se inspirar e se alimentar durante sua caminhada anual. A Páscoa é um marco de renovação da comunidade, fonte de vida, simbolizada na água do batismo e no pão e vinho da eucaristia.

Esse é o momento para a comunidade acabar também com o velho que tomou conta do espaço com o passar do tempo. Após a Páscoa, o espaço não pode continuar como era antes, assim como o cristão também não pode continuar o mesmo. Deve haver uma renovação, devemos sentir isso no ar, não se trata de botar abaixo e fazer tudo novo, mas de fazer novo o velho, ter um olhar e uma postura novas diante das coisas e do lugar.

Bibliografia
CARPANEDO, Penha e GUIMARAES, Marcelo. Dia do Senhor. Guia para as celebrações das comunidades. São Paulo, Paulinas, 1997.
BECKHÃUSER, Alberto. Celebrar a Vida Cristã. Petrópolis, Vozes, 1984.
MACHADO, Regina Céli de Albuquerque. O local da celebração. Arquitetura e liturgia. São Paulo, Paulinas, 2001

ESPAÇO PARA CELEBRAR

REVISTA nº 175: ESPAÇO PARA CELEBRAR, PÁGINAS DE 8 A 10

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  1. PARA COMEÇAR O ASSUNTO

Regina Machado

Há algo errado no espaço das igrejas. Parecemos estar perdidos e inseguros, sem saber o que pode ou não pode ser feito, se isto ou aquilo é bonito, o que pode ou não pode ser usado num espaço litúrgico.

Mas parece que houve época em que as pessoas da Igreja sabiam o que fazer, o que usar, que tipo de decoração escolher, que música tocar. É ou não é?

Fico impressionada com as dúvidas que padres e bispos, agentes de pastoral, liturgos e arquitetos têm. Coisas absurdas saltam aos olhos de alguns, mas não absolutamente normais para outros. É assim que vemos padres aspergindo água benta com vassourinha de limpar vaso sanitário ou pendurando cartazes não importa onde como fazem os candidatos a cargos públicos.

Não tenho condições de dizer com certeza a razão de termos chegado a tal crise. Há uma crise estética geral é verdade, em todas as áreas, não só dentro da Igreja. Há coisas boas também, mas tem vencido a maioria brega, feia, emburrecedora.

Há flagrante falta de formação cultural do clero. E a instituição não parece preocupada com a formação artística e litúrgica.

Alguns argumentarão que isso é problema menor dentro de um quadro social e eclesial no mínimo difícil. Como se preocupar se devemos usar flor de plástico ou flor natural, se aspergimos com um galho de planta ou com vassourinha sanitária, com tanta gente passando fome, com jovens se matando e a corrupção correndo solta.

Está justo aí o problema no meu entender. Enquanto separarmos da vida, do dia a dia, o prazer dos sentidos, estaremos fadados ao fracasso nas áreas compreendidas como mais importantes da vida. Enquanto não casarmos ética e estética vamos chover no molhado.

É por isso que estamos iniciando na Revista de Liturgia este tema. Para que possamos juntos descobrir a razão da crise e para que possamos construir espaços que correspondam à espiritualidade cristã de hoje, lugares que encontrem eco no mais profundo de nosso ser, e que possam nos fazer melhores, espaços pedagógicos que construam seres humanos mais éticos, mais felizes, mais inteiros, mais justos, mais amorosos. Espaços que dão prazer aos sentidos. Espaços belos, porque só no belo o divino se revela. Espaços coerentes com seu uso e sua função. Espaços que respeitem o ser humano.

Esta coluna teremos sempre um texto com um tema a ser desenvolvido. Haverá uma quadro para um resumo do que foi dito, com os principais destaques, com dicas de coisas que nunca devem ser feitas, com sugestões e observações.

Haverá sempre uma foto ou um desenho para ilustrar o que estamos dizendo.

E o endereço da autora para que os leitores possam se comunicar e participar da coluna, darem sugestões, tirar dúvidas, fazer críticas. Todos devem se sentir à vontade para opinar, o que só vai enriquecer a coluna. E espero poder dar resposta a todos.

Por que nossas Igrejas estão tão feias?

Na introdução eu disse que a maioria das igrejas são feias, falta estética e que, pior, a maioria dos envolvidos, padres, bispos, religiosas e fiéis, não sabem onde está o problema ou como resolvê-lo.

Sinto que eles sabem que algo não está bom, se sentem incomodados com o espaço, mas não sabem por quê ou o quê fazer. Muitas vezes, a solução encontrada é ainda pior, no afã de embelezar o local, introduzem uma série de coisas, decorações, cortinas, objetos devocionais, pinturas, que atrapalham em vez de ajudar. É assim que encontramos espaços como o da igreja da fotografia. Cada novo pároco que chegava querendo melhorar e tornar mais bonito o local, foi enchendo de coisas que tornaram o ambiente carregado e muito feio.

Na foto acima, o interior da Igreja Paroquial Nossa Senhora de Loreto, vista do presbitério antes da reforma. Na foto abaixo, vista do presbitério depois da reforma.

Nesta foto de antes e depois da reforma fica claro qual foi o trabalho necessário para resolver o problema. Limpeza! De pronto ficou claro que o problema principal era o acúmulo de coisas, objetos, pinturas, imagens, cortinas, cores, mobiliário, que escondiam o essencial e prejudicavam o desempenho do ato litúrgico. Além de deixarem o fiel tão distraído que não conseguia participar nem entrar no clima da celebração.

Neste caso, as paredes baixas do fundo, que foram construídas para se criar atrás um acesso à secretaria e sacristia, foram elevadas até o teto para não parecerem paredes divisórias de banheiro de rodoviária. Tudo foi retirado e deixado apenas as peças necessárias à liturgia: mesa da eucaristia, mesa da palavra, cadeiras de presidência e acólitos, estante, a cruz de fundo e o sacrário por opção da comunidade.

Não se trata aqui de discutirmos o que é mais ou menos bonito, não se trata de gosto pessoal. Não há o que discutir. O que havia antes prejudicava a celebração e participação, escondia as peças litúrgicas principais e que simbolizam o próprio Cristo. Não havia unidade, a mistura de coisas, formas, cores, estilos criava o caos, a confusão, impossíveis de serem conciliadas com a realidade da fé e a verdade do Evangelho que ali se anuncia. Não há aqui nada de subjetivo, trata-se de conhecer as necessidades litúrgicas e pronto.

COMO NOSSAS IGREJAS PODEM SER MAIS BONITAS E FUNCIONAIS?

Todas as comunidades cristãs necessitam de um local de reunião para as celebrações litúrgicas. Às vezes esses espaços são improvisados, e, em princípio, “qualquer lugar serve”, mas não de qualquer maneira. Há objetivos a serem almejados: há princípios fundamentais a serem levados em conta. Um dos princípios ou regras fundamentais é de que o local não seja apenas funcional, mas expresse o mistério: o mistério de Deus, de Jesus Cristo, do Espírito Santo, da Igreja-comunidade, da liturgia, de nossa vida, da sociedade, do mundo, do cosmos. Este é o programa a ser cumprido.

O local a ser construído ou reformado deve estar a serviço da liturgia e da pastoral: ser pedagógico e incentivar a participação de todos; funcional e, ao mesmo tempo, expressar o mistério.

A arquitetura deve estar a serviço da liturgia e da teologia criando um local de celebração que seja sinal da nova humanidade. Que revele um outro mundo em contraponto ao mundo da competição, do mercado, da exclusão. Um mundo de fraternidade e comunhão. De solidariedade e partilha. De silêncio e recolhimento. Um lugar que ajude a comunidade a viver a comunhão e a justiça, negando as rivalidades, a indiferença, o individualismo e a exclusão.

A Igreja é o lugar privilegiado da celebração litúrgica dominical, e de outras celebrações, como o batismo, o matrimônio, a primeira eucaristia, a reconciliação, a ordenação. O lugar deve ser funcional possibilitando a realização de todos os ritos de forma prática e confortável, favorecendo e convidando todos à participação. As pessoas devem poder ver com facilidade, escutar bem, poder estar sentadas com conforto, o local deve ser iluminado adequadamente, bem ventilado, e os bancos devem ser colocados de forma circular se possível, para que uns vejam os outros e possam participar com mais facilidade.

“Para celebrar a eucaristia, o Povo de Deus se reúne na igreja ou, na falta desta, em outro lugar conveniente, digno de tão grande mistério. As igrejas e os demais lugares devem prestar-se à execução das ações sagradas e à ativa participação dos fiéis. Além disso, os edifícios sagrados e os objetos destinados ao culto sejam realmente dignos e belos, sinais e símbolo das coisas divinas” (IGMR 253).

Regina Céli de Albuquerque Machado é arquiteta e estudou teologia no Instituto Lumen Vitae de Bruxelas. Trabalha desde 1984 com pastoral e arquitetura religiosa. Estudou liturgia e durante 5 anos deu aula sobre Espaço Litúrgico nos cursos de pós graduação em liturgia da Faculdade Nossa Senhora da Assunção em São Paulo. Escreveu dois livros pelas Paulinas: O local da Celebração: Arquitetura e Liturgia e O Espaço da Celebração.

Uma leitura espiritual da Construção da Comunidade das Pias Discípulas em Cabreúva, SP

Quando os Romanos tomavam posse de algum lugar, o primeiro gesto era marcar o espaço através de dois sulcos na terra, obedecendo os pontos cardeais Norte-Sul – Leste-Oeste (Cardus e Decumanus). Este complexo arquitetônico também foi estruturado a partir destes eixos. A capela e os refeitórios se situam no eixo Norte-Sul.

Estes espaços materializam o que é fundamental e básico para a nossa vida de religiosas e Discípulas: o seguimento de Jesus e a vida Comunitária.
Da nossa comunhão com o Senhor aprendemos a ser discípulas e viver na comunhão. Este é o nosso Norte…


A capela é o centro, o primeiro de todos os espaços.
Do acesso, já temos indicado pelo muro de pedra e pelo piso um percurso, um caminho… Aqui todos nós somos peregrinos, orientados para o Senhor. Este caminho nos remete também à realidade escatológica da nossa vida, da nossa assembléia.
A capela, um grande quadrado, nos lembra a Jerusalém Celeste. Diz o Apocalipse: A cidade é quadrada… A cidade santa cercada por alta e grossa muralha… As pedras são ainda imagem do verdadeiro templo do Senhor, que somos nós pessoas…
Como diz o Apóstolo Pedro: Vocês, como pedras vivas, vão entrando na construção do templo espiritual e formando um sacerdócio Santo (1Pe2,5).
Nós somos a comunidade autêntica de pedras vivas, que o senhor constrói e edifica pela palavra e pela Eucaristia.

A forma quadrada possui ainda um simbolismo cósmico relacionando aos quatro pontos cardeais.


A capela volta-se para oriente, e no oriente encontramos o Cristo Glorioso e o altar.
O Cristo é o sol que nasce e vem nos visitar. É a luz que vem do alto. Esta luz também nos remete à luz da criação, a luz do 1º dia, e a luz do 8º dia, o da ressurreição.
… Levanta os teus olhos e vê.
Somos chamados a voltar-nos para esta luz para “ver” no sentido bíblico; fazer a experiência de Deus.
O altar e o ambão são os dois pólos deste espaço.

O altar de pedra símbolo de Cristo; “petra autem erat Christus” (1Cor10,4).
É Ele a pedra, a rocha de salvação; a pedra que os construtores rejeitaram e que se tornou a pedra angular (At 4,11).
A palavra, está na entrada… Isso didaticamente manifesta um culto que é progressivo… e também a ressonância que a palavra proclamada deve ter na assembléia… A palavra se faz carne em nós. Manifesta ainda o Cristo Ressuscitado que está no nosso meio e se apresenta e nos saúda: “Paz a vocês”.
O painel retoma a simbologia apocalíptica. Cristo no centro da cidade Santa, a Jerusalém do Céu. Ele se apresenta como o que ensina… Dizia o fundador… “Dalla catedra Lui ci amaestra”. Da cátedra ele nos ensina.
Ele é o Caminho a Verdade e a Vida, definição dada pelo próprio Jesus a Felipe, frase que encerra o núcleo da nossa espiritualidade como discípulas e como Família Paulina.
A árvore da vida é ao mesmo tempo uma videira. Arraigados em Cristo produzimos frutos; outro texto muito querido do fundador. “Vocês Também não poderão dar fruto, se não ficarem unidos a mim” (Jo 15,4).
A espiritualidade, a vida religiosa entendida como irradiação. Acolher o Cristo e levá-lo ao mundo como dizia Inácio de Antioquia: sermos TEÓFOROS. Produzir frutos “doze vezes por ano”. (Ap.22,2)
A cidade é uma cidade iluminada pela glória do Senhor, representada nesses raios de luz… Nessa cidade nova não há noite, mentira, abominação… (Ap.21,21,27).
Temos o deambulatório. Espaço que vela e desvela, espaço de transição: do “já é” e do “ainda não”, sugerido pela dimensão escatológica da liturgia e de toda caminhada espiritual de cada um de nós.


Lá fora está uma fonte de água que jorra, lembrando-nos o batismo, a vida nova que recebemos, a nossa inserção na comunidade, e o desejo de purificação que sentimos ao apresentar-nos diante do Senhor.
Neste espaço a natureza está conosco: a luz, o fogo, a água, a relva, a terra. O Salmo 19 recorda que existe o louvor de toda a criação, que não é feito de palavras, mas que se eleva com o fluir do tempo.
Este é um espaço simples, vazio… gostaria de citar Guardini: “Que o vazio provocado pela falta de imagens seja em si mesmo uma imagem”.

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Conferencistas do 12º ENEAAS

Conheça os principais conferencistas do 12º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra que acontece de 17 a 21 de setembro de 2019, em Castanhal, PA.

As inscrições vão até 31 de agosto de 2019. Clique no link a seguir para se inscrever: 12º ENEAAS

Pe Marko Ivan Rupnik

Nascido esloveno em Novembro de 1954, Marko Ivan Rupnik é jesuíta desde 1973 e padre desde 1985. Vive desde 1991 em Roma, onde dirige o Centro Aletti (www.centroaletti.com), dedicado à arte e espiritualidade. Estudou na Academia de Belas Artes de Roma, doutorou-se com uma tese sobre o significado missionário da arte e tem-se destacado pelo trabalho em mosaico, tendo exposto em muitas cidades e recebido vários prémios internacionais.
Além das mais de três dezenas de livros que publicou, em áreas como a arte, espiritualidade e Bíblia, assinou também mais de meia centena de obras, entre as quais o presbitério da Igreja de Saint-Martin de Troyes (França), a capela do noviciado de Kolín (República Checa), as capelas da nunciatura apostólica em Paris (França) e Damasco (Síria) e a sacristia da Catedral de Madrid (Espanha). A Capela Redemptoris Mater, no Palácio Apostólico do Vaticano (1999), construída a pedido de São João Paulo II, é uma de suas obras mais marcantes. No Brasil, está à frente do programa iconográfico da Catedral de Castanhal-PA.


Maria Campatelli

Maria Campatelli nasceu em 1962 em Poggibonsi, na Toscana. Ela se formou em Literatura e em História na Universidade de Siena e posteriormente graduou-se em Teologia. Doutorou-se em teologia pelo Pontifício Instituto Oriental em 1998 com uma tese sobre Sergej Bulgakov. Trata do Oriente cristão e é sua convicção de que as tradições das Igrejas Orientais, impulsionadas pelas questões presentes no mundo contemporâneo, podem contribuir para que a pastoral da Igreja seja frutífera no mundo ocidental. É diretora da Editora Lipa e do Atelier do Centro Aletti.


Dom Marco Busca

Dom Marco Busca nasceu em Edolo, província e diocese de Brescia, no dia 30 de novembro de 1965. Foi ordenado sacerdote em 8 de junho de 1991 para a diocese de Brescia. Doutor em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, com tese sobre o Sacramento da Reconciliação. No dia 3 de junho de 2016, o Santo Padre o Papa Francisco nomeou-o Bispo da diocese de Mântua. Colabora ainda de forma permanente com o Centro Aletti de Roma.

Setor Espaço Litúrgico promove 12º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra

De 17 a 20 de setembro de 2019 acontecerá o 12º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra, na cidade de Castanhal, no Pará.

A Comissão Episcopal Pastoral para Liturgia da CNBB através do Setor de Espaço Litúrgico promove a cada dois anos o “Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra”, com a intenção de promover um debate acadêmico e interdisciplinar sobre a dignidade dos espaços de celebração, bem como a importância da preservação do patrimônio artístico e cultural da Igreja. Os encontros favorecem assim, o intercâmbio de experiências e a formação.

Os Encontros Nacionais começaram a ser desenhados em 1967, com diversas iniciativas de encontros e formações. Porém só em 1996 que uma equipe é formada e os encontros tomam forma. A partir dai atinge cada vez maior número de participantes, tornando-se um evento oficial para a Igreja e o mundo acadêmico.

O 12º ENAAS será realizado em parceria com a Faculdade Católica de Belém e a Diocese de Castanhal no Pará, que acolhera o evento no Cenóbio da Transfiguração, centro de formação da diocese.

Veja algumas das comunicações que acontecerão no evento:

Arquitetura e Espaço Litúrgico
Christian Michael Seegerer: Igreja de Jesus em San Sebastián, de
Rafael Moneo: a Arquitetura e o Espaço Litúrgico.

Fábio Sotero: A luz como espelho da Luz – Reflexão sobre Iluminação Sacra.

Anna Carolina S. e Silva / Raquel Tonini R. Schneider:
Adequação Litúrgica em Espaços Patrimoniais à luz do Concílio Vaticano II: Estudo de caso na Catedral de Vitória no Espírito Santo

 

Teologia do Espaço Sagrado
Felipe Sérgio Koller:
A Concepção Solov’ëviana da Arte na Raiz da
Proposta Teológico-Cultural do Centro Aletti.

Ir. Lucy Terezinha Mariotti: As primeiras representações de Cristo:
do Pastor ao soberano perguntas para a arte numa Igreja “samaritana”.

Wilma Steagall De Tommaso: Beleza e arte contemporânea na
concepção de Marko Ivan Rupnik.

Arquitetura e Espaço Litúrgico
Camila Tahan Chança Franca: Azulejos uma expressão catequética
em forma de arte.

Luciano Tiago Beserra da Silva: Design Sacro: metodologia de
projeto para a produção de objetos sagrados.

Jefferson Aleff Bezerra Batista: A Influência da Arquitetura na
Religiosidade.

Patrimônio e Arte Sacra
Ana Maria Assunção Carneiro: Estudo Comparativo da Função
Pastoral de Dois Museus Sacros Católicos Brasileiros.

Djane Moura Cruz / Ulisses Pinto Bandeira Sobrinho: Sistema
de Documentação Museológica do Museu Frei Germano Citeroni – MFGC.

Idanise Sant’Ana Azevedo Hamoy: Conservação Preventiva de
Imagens Devocionais.

Isis de M. Molinari Antunes / Manoella de M.M.Ortiz Antunes:
Artefatos e obras de arte que compuseram a Igreja de São Francisco Xavier-PA de 1718 à 1760.

Para se inscrever, acesse: http://servico.cnbb.org.br/corporativo/usuario/login

Público Alvo deste encontro

São convidados a participar dos encontros nacionais: Estudantes, docentes, profissionais de arquitetura, engenharia e artes, padres, diáconos, seminaristas, religiosos, membros dos conselhos de economia e administração de paróquias e santuários, equipes de liturgia e leigos. Também fazem parte do público-alvo do encontro os envolvidos tanto direta quanto indiretamente em construções, reformas e decorações das igrejas e que desejam aprofundar a relação entre liturgia, arquitetura e arte, como decoradores, organizadores do espaço celebrativo para casamentos e formaturas e técnicos de som e iluminação.

Vamos participar da 33ª Semana de Liturgia 2019?

Todos os detalhes para participação da Semana de Liturgia 2019 já estão disponíveis. A semana de liturgia deste ano acontece, pela primeira vez, em Itaici, Indaiatuba. Até a edição 32ª, o local era no Espaço Anhanguera – Centro Pastoral Santa Fé, também dos Jesuítas, em São Paulo. Em 2018 o Centro Pastoral Santa Fé informou que o local passará por reformas. Deste modo foi necessário encontrar um novo local que comportasse o número de participantes, bem como toda a estrutura necessária ao evento.  Nesta 33ª edição, com o tema “Novo impulso à reforma litúrgica no Brasil: contribuições do pontificado do Papa Francisco”, o Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard, com parceria com a Rede Celebra e a Faculdade Unisal convida a todos que desejam participar deste aprofundamento.

Desde o momento em que assumiu a cátedra de Pedro, o Papa Francisco, bispo de Roma, tem se mostrado uma pessoa de palavras e gestos profundamente significativos para a vida
da Igreja. Como um filho legítimo do Concilio Vaticano II, tem convocado à Igreja a retomar o caminho central indicado pela assembleia conciliar à luz da experiência originária: Ser Igrejas Discípula de Jesus, pobre, a serviço dos pobres. Este é o eixo do pontificado de Francisco como foi do Concilio, assumido criativamente em nossa América Latina por Medellín. E é em função de uma Igreja viva, que Francisco defende uma liturgia viva. Aos participantes da 68ª Semana de Liturgia, Itália, recordou que “não se trata de reconsiderar a reforma revendo as suas escolhas, mas de conhecer melhor as razões subjacentes (…), assim como de interiorizar os seus princípios inspiradores e de observar a disciplina que a regular”. E afirma “com autoridade magistral que a reforma litúrgica é irreversível” (RL 267, p. 17]. Recentemente, na assembleia plenária da Congregação para o Culto Divino [RL, 273, p. 29), enfatizou a importância da formação litúrgica para o povo, para o clero e demais ministros, porque a “a liturgia é a via mestra através da qual passar a vida cristã em todas as fases do seu crescimento”. Diante dos ataques e retrocessos que ameaçam os princípios ditados pela Sacrossanctum Concilium, nos anima e encoraja o Papa Francisco, a retomar o processo que vivemos no Brasil, graças ao árduo trabalho da CNBB. É sobre este caminho que está à nossa frente, que vamos nos debruçar nesta 33ª semana de Liturgia.

As inscrições podem ser feitas, em breve, no site www.centrodeliturgia.com.br. Enquanto isto, verifiquem todas as informações necessárias para participação nestes evento:

I.DATA

21 a 25 de outubro de 2019 (de segunda a sexta-feira)
Início: 21/10 (segunda-feira) às 12h (com almoço)
Término: 25/10 (sexta-feira) às 12h (com almoço)
*Exige-se permanência integral no evento devido a sua metodologia.

II.LOCAL

Mosteiro de Itaici
Rodovia José Boldrini, 170 | Bairro Itaici | Indaiatuba – SP
Telefones: Geral: (19) 2107-8500 | Secretaria: (19) 2107-8501 | (19) 2107-8502
www.itaici.org.br

 

A – Hospedagem: R$660,00 (total)

  • Do dia 21/10, às 12h (com almoço) ao dia 25/10, às 12h, (com almoço).
  • Para chegadas após o almoço do dia 21/10 (segunda-feira) e saídas antes do almoço do dia 25/10 (sexta-feira) é preciso informar a casa para obter os devidos descontos e também para a programação interna.
  • A casa não dispõe de quartos individuais.
  • Neste valor não está incluso o kit cama/banho, ou seja, cada participante deve trazer o seu.
  • O participante que não trouxer kit cama/banho poderá usar o oferecido pela própria casa de encontros, no valor de R$25,00 (por kit).
  • Para aqueles(as) que chegarem Domingo (20/10) o valor da pernoite é R$80,00 (com café da manhã).
  • Para aqueles(as) que chegarem na manhã do dia 21/10 (segunda-feira) e desejarem tomar café da manhã (até às 09h) o valor é R$15,00.
  • Check-out realizado após às 14h do dia 25/10 (sexta-feira) incorre no acréscimo de uma nova diária (R$160,00).

 

B – Formas de pagamento:

*Pagamento antecipado: boleto bancário ou transferência bancária direto com o Mosteiro.

*No dia da entrada na recepção do Mosteiro: cartão de débito/crédito ou dinheiro.

*A casa não aceita cheques

 

C – Como chegar:

  • Aeroporto Internacional Viracopos – Campinas: é o aeroporto mais próximo do Mosteiro de Itaici. Segundo informações obtidas através do Google Maps o trajeto é de 17,3km, 22 min (aprox) de carro. Segundo informações da casa de encontros o mais comum é fazer este trajeto por meio de táxi e/ou aplicativos de mobilidade urbana (Uber, 99pop, etc).
  • Campinas-Indaiatuba: transitar pela Rod. SP-75 até chegar a Saída 57-C e Sorocaba-Indaiatuba, Saída 55-A, saindo na Av. Cel. Antonio Estanislau do Amaral / Estr. Municipal Indaiatuba-Itupeva / Rod. José Boldrini. Manter-se nesse percurso até passar a ponte do Rio Jundiaí. A entrada fica à direita em frente a E.E. Joaquim Pedroso de Alvarenga.
  • São Paulo-Indaiatuba: transitar pela Rod. dos Bandeirantes até a Saída 88. Fazer o contorno no pontilhão entrando para a Rod. SP-75. Manter-se no percurso até encontrar a Saída 57-C, saindo na Av. Cel. Antonio Estanislau do Amaral / Estr. Municipal Indaiatuba-Itupeva / Rod. José Boldrini. Manter-se nesse percurso até passar a ponte do Rio Jundiaí. A entrada fica à direita em frente a E.E. Joaquim Pedroso de Alvarenga.
  • Sorocaba e região: seguir pela Rod. Sen. José E. de Moraes até chegar a Rod. Dep. Archimedes Lammoglia, manter-se no percurso até encontrar a Rod. Pref. Hélio Steffen. Siga nessa rota até encontrar a Rod. Eng. Ermênio de Oliveira Penteado, mantenha-se nesse percurso até encontrar à sua direita a Saída 55-A, saindo na Av. Cel. Antonio Estanislau do Amaral / Estr. Municipal Indaiatuba-Itupeva / Rod. José Boldrini. Manter-se nesse percurso até passar a ponte do Rio Jundiaí. A entrada fica à direita em frente a E.E. Joaquim Pedroso de Alvarenga.
  • Rio de Janeiro-Indaiatuba: acesso pela Rod. Dom Pedro I, até a rotatória que leva a Rod. Anhanguera, seguir até encontrar a Rod. Alberto Panzan. Continuar em frente até a Rod. Bandeirantes, seguindo até chegar a Rod. SP-75.
  • Ônibus (VB Transportes)– Informações pelo telefone (19) 3875-2342 ou pelo site vbtransportes.com.br
    VB Transportes mantém horários diários de Campinas-Indaiatuba e São Paulo-Indaiatuba. De Indaiatuba ao bairro Itaici é preciso tomar táxi ou ônibus circular. O circular da Viação Guaianazes (Linhas: Engenho, Terras de Itaici ou Vale das Laranjeiras) passa no portão de entrada do Mosteiro de Itaici, sendo necessário andar 1,2Km até a recepção da casa.

III.INSCRIÇÕES

Direto pelo site: www.centrodeliturgia.com.br (em breve)
*Investimento: R$ 250,00
*Após o pagamento da inscrição o valor não será devolvido.
*Vagas limitadas: 250.

IV.INFORMAÇÕES

  1. Trazer o Ofício Divino das Comunidades.
  2. Trazer comidas e bebidas típicas da sua região para a Confraternização.
  3. Para um maior aproveitamento da Semana de Liturgia recomenda-se que os participantes leiam:

Discurso do Santo Padre o Papa Francisco aos participantes da Semana de Liturgia de Roma.

*O discurso será enviado por e-mail às pessoas que realizarem a sua inscrição.

Outras dúvidas e informações escreva para o e-mail: secretaria@centrodeliturgia.com.br ou pelo telefone (whatsapp) [41] 9-9883-2313 (TIM), com Arnaldo (Secretário, CLDCI)

V.REALIZAÇÃO

 

Baixe TODAS  ESTAS INFORMAÇÕES em PDF: 

33ª Semana de Liturgia 2019

 

CONFERÊNCIAS SOBRE ESPAÇO LITÚRGICO ON-LINE

Fonte: Por Pe Thiago Faccini – site Espaço Litúrgico CNBB

Três grandes universidades italianas organizaram em conjunto um dia de reflexão e estudo sobre Arquitetura e Espaço Litúrgico com o tema: “Chaves do século XX hoje “. As conferências foram gravadas e estão disponíveis para on-line para aqueles que querem aprofundar o tema da Arquitetura e Liturgia. As conferências podem ser encontradas no link a seguir:

https://www.teologia.comillas.edu/es/todas-las-noticias/868-una-jornada-para-conversar-y-discernir-acerca-de-los-espacios-liturgicos

Agradecemos a Universidade Eclesiástica de San Damaso, a Universidade Pontifícia da Santa Cruz de Roma e a Universidade Pontifícia Comillas, por realizar este evento e disponibilizar as conferências.

Abertas as inscrições para o 12º ENAAS

Fonte: Por Pe Thiago Faccini – site espacoliturgicocnbb.com.br

O Setor de Espaço Litúrgico promove a cada dois anos o “Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra”, com a intenção de promover um debate acadêmico e interdisciplinar sobre a dignidade dos espaços de celebração, bem como a importância da preservação do patrimônio artístico e cultural da Igreja. Os encontros favorecem assim, o intercâmbio de experiências e a formação.

São convidados a participar dos encontros nacionais: Estudantes, docentes, profissionais de arquitetura, engenharia e artes, padres, diáconos, seminaristas, religiosos, membros dos conselhos de economia e administração de paróquias e santuários, equipes de liturgia e leigos. Também fazem parte do público-alvo do encontro os envolvidos tanto direta quanto indiretamente em construções, reformas e decorações das igrejas e que desejam aprofundar a relação entre liturgia, arquitetura e arte, como decoradores, organizadores do espaço celebrativo para casamentos e formaturas e técnicos de som e iluminação.

Os Encontros Nacionais começaram a ser desenhados 1967, com diversas iniciativas de encontros e formações. Porém só em 1996 uma equipe é formada e os encontros se estruturam. A partir daí atinge cada vez maior número de participantes, tornando-se um evento oficial para a Igreja e o mundo acadêmico.

1º. Encontro Nacional de Arte Sacra
De 11 a 13 de julho de 1996
Local: Casa de Retiro Martina Toloni – Vila Velha/ES
Assessora do Setor: Ir Laíde Sonda, PDDM.
Palestrantes: Cláudio Pastro e Arq. Regina Céli Albuquerque Machado

2º. Encontro Nacional de Arte Sacra
De 25 a 27 de junho de 1999
Local: Casa de Retiro Lareira São José – São Paulo/SP
Assessora do Setor: Ir Laíde Sonda, PDDM.
Palestrante: Cláudio Pastro e Grupos de trabalhos

3º. Encontro Nacional de Arte Sacra
De 02 a 05 de Agosto de 2001
Local: Casa de Retiros Santíssima Trindade – Belo Horizonte/MG
Palestrante: Pe Domingos Ormonde e Pe Manoel Godoy

4º. Encontro Nacional de Arte Sacra
Julho de 2003
Local: CTL – Centro de Treinamento para Líderes – Itapoã – Salvador/BA
Assessora do Setor: Ir Laíde Sonda, PDDM.
Palestrante: Ione Buyst OSB. e Ir Laíde Sonda, PDDM.

5º. Encontro Nacional de Arte Sacra
De 27 a 30 de julho de 2005
Local: CENAM – Centro de Acolhida Missionária – Santa Teresa/RJ
Assessora do Setor: Ir Laíde Sonda, PDDM.
Palestrante: Leila Amaral; Pe Domingos Ormonde; Leônidas José de Oliveira; Ciro Lyra e Silvia Puccioni.

6º. Encontro Nacional de Arte Sacra
De 25 a 28 de julho de 2007
Local: Centro de Treinamento São João Batista – Vitória/ES
Assessora do Setor: Ir Laíde Sonda, PDDM.
Palestrante: Ruberval Monteiro, OSB e Pe Dr. Leomar Brustolin

7º. Encontro Nacional de Arte Sacra
De 12 a 15 de agosto de 2009
Local: Casa de Retiros Assunção – Brasília/DF
Assessora do Setor: Arq. João Martins de Oliveira
Palestrante: Dom Carlos Verzeletti

A partir do oitavo encontro a comissão organizadora acrescentou o termo “arquitetura”, ficando então: Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra (ENAAS), buscando integrar ainda mais os profissionais destas áreas, bem como ampliar a reflexão interdisciplinar. Optou-se também por levar os encontros para o ambiente acadêmico, promovendo-o sempre em parceria com uma Universidade.

8º. Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra
De 12 a 15 de agosto de 2009
Local: Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) – Recife/PE
Assessor do Setor: Arq. João Martins de Oliveira
Conferencista: João Batista Libânio, SJ.

9º. Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra
De 17 a 20 de agosto de 2011
Local: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) – Porto Alegre/RS
Assessor do Setor: Arq. João Martins de Oliveira
Conferencista: Frei Luiz Carlos Susin

10º. Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra
De 18 a 22 de agosto de 2015
Local: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMG) – Belo Horizonte/MG
Assessor do Setor: Pe Thiago A. Faccini Paro
Conferencista: Pe Francisco Taborda.

11º. Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra
De 19 a 23 Setembro de 2017
Local: Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) – Curitiba/PR
Assessor do Setor: Pe Thiago A. Faccini Paro
Conferencista: Pe. Marko Ivan Rupnik (Itália).

Foi lançado oficialmente a página na internet do 12º Encontro Nacional de Arquitetura e Sacra com todas as informações referentes ao evento e o link para as inscrições.

A décima segunda edição do ENAAS acontecerá pela primeira vez no estado do Pará, na cidade de Castanhal, numa parceria entre o Setor de Espaço Litúrgico da CNBB, a Faculdade Católica de Belém e a Diocese de Castanhal. O evento irá acontecer de 17 a 21 de setembro de 2019, iniciando as atividades de credenciamento às 14h e missa de abertura às 18h do dia 17 e encerramento previsto para às 12h do dia 21 (sábado).

Na programação estão as conferências de três assessores internacionais, reconhecidos pela reflexão teológica e o trabalho na área da arte sacra: Pe Marko Ivan Rupnik, Maria Campatelli e Dom Marco Busca, todos residentes na Itália. Os temas que cada um irá abordar são:

1ª. Conferência: A Iniciação cristã – Dom Marco Busca

2ª. Conferência: A teologia do rito batismal – Dra. Maria Campatelli

3ª. Conferência: O Batismo segundo as mais antigas imagens – Pe. Marko Rupnik

4ª. Conferência: “De mortos que éramos” Ef 2,5 – Dom Marco Busca

5ª. Conferência: Arquitetura e arte do batismo – Pe. Marko Rupnik

6ª. Conferência: Eclesialização da cultura – Pe. Marko Rupnik

Além dos três conferencistas principais, a programação conta ainda com oficinas de diversos temas, apresentação de comunicações científicas, exposição de trabalhos dos participantes, lançamento de livros e visita guiada a catedral de Castanhal.

O primeiro lote de inscrições pode ser feito com desconto até o dia 30/04, através do site: http://enaas.espacoliturgicocnbb.com.br/