Festa de Jesus Mestre e votos dos Amigos do Divino Mestre

A festa de Jesus Mestre no último Domingo de outubro de 2018 foi um marco na história das Pias Discípulas do Divino Mestre no Brasil. Além de reunir a Família Paulina que celebra o centro e fundamento da espiritualidade paulina dada pelo fundador, Pe. Tiago Alberione, os primeiros cooperadores paulinos das Pias Discípulas fizeram os seus primeiros votos.

Os Amigos do Divino Mestre é o nome dado para os Cooperadores Paulinos ligados às Pias Discípulas. São leigos e leigas que colaboram e assumem em viver, de acordo com seu estado de vida, os valores e espiritualidade da instituição que estão ligados, no caso, as Pias Discípulas. Amigos do Divino Mestre que moram em Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife assumiram com os votos de viverem a espiritualidade paulina e cooperarem na missão de viver e anunciar Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, com o carisma específico das Pias Discípulas.

Bendizemos a Deus que continua a chamar pessoas para manter vivo o carisma paulino.

Homilia da Missa de canonização de Paulo VI, Dom Óscar Romero e outros cinco Beatos

Jesus não Se contenta com uma «percentagem de amor»: não podemos amá-Lo a vinte, cinquenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada”, disse o Papa em sua homilia, recordando que Paulo VI continua hoje a exortar-nos, “juntamente com o Concílio de que foi sábio timoneiro, a que vivamos a nossa vocação comum: a vocação universal à santidade; não às meias medidas, mas à santidade.

Cidade do Vaticano – Notícia do Vatican News

Neste domingo, 14 de outubro, o Papa Francisco presidiu na Praça São Pedro a cerimônia de canonização dos Beatos Paulo VI, Dom Oscar Romero, Francisco Spinelli, Vicente Romano, Maria Catarina Kasper, Nazária Inácia e Núncio Sulprizio. Eis sua homilia na íntegra:

“A segunda Leitura disse-nos que «a palavra de Deus é viva, eficaz e cortante» (cf. Heb 4, 12). É mesmo assim: a Palavra de Deus não é apenas um conjunto de verdades ou uma história espiritual edificante. Não! É Palavra viva que toca a vida, que a transforma. Nela, Jesus pessoalmente – Ele que é a Palavra viva de Deus – fala aos nossos corações.

Particularmente o Evangelho convida-nos a ir ao encontro do Senhor, a exemplo daquele «alguém» que «correu para Ele» (cf. Mc 10, 17). Podemo-nos identificar com aquele homem, de quem o texto não diz o nome parecendo sugerir-nos que pode representar cada um de nós. Ele pergunta a Jesus como deve fazer para «ter em herança a vida eterna» (10, 17). Pede vida para sempre, vida em plenitude; e qual de nós não a quereria?

Mas pede-a – notemos bem – como uma herança a possuir, como um bem a alcançar, a conquistar com as suas forças. De facto, para possuir este bem, observou os mandamentos desde a infância e, para alcançar tal objetivo, está disposto a observar ainda outros; por isso, pergunta: «Que devo fazer para ter…?»

A resposta de Jesus mexe com ele. O Senhor fixa nele o olhar e ama-o (cf. 10, 21). Jesus muda-lhe a perspetiva: passar dos preceitos observados para obter recompensas ao amor gratuito e total. Aquele homem falava em termos de procura e oferta; Jesus propõe-lhe uma história de amor. Pede-lhe para passar da observância das leis ao dom de si mesmo, do trabalhar para si ao estar com Ele. E faz-lhe uma proposta «cortante» de vida: «Vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres (…), vem e segue-Me» (10, 21).

E Jesus diz também a ti: «Vem e segue-Me». Vem: não fiques parado, porque não basta não fazer nada de mal para ser de Jesus. Segue-Me: não vás atrás de Jesus só quando te apetece, mas procura-O todos os dias; não te contentes com observar preceitos, dar esmolas e recitar algumas orações: encontra n’Ele o Deus que sempre te ama, o sentido da tua vida, a força para te entregares.

E Jesus diz mais: «Vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres». O Senhor não faz teorias sobre pobreza e riqueza, mas vai direto à vida. Pede-te para deixar aquilo que torna pesado o coração, esvaziar-te de bens para dar lugar a Ele, único bem. Não se pode seguir verdadeiramente a Jesus, quando se está estivado de coisas. Pois, se o coração estiver repleto de bens, não haverá espaço para o Senhor, que Se tornará uma coisa mais entre as outras. Por isso, a riqueza é perigosa e – di-lo Jesus – torna difícil até mesmo salvar-se.

Não, porque Deus seja severo; não! O problema está do nosso lado: o muito que temos e o muito que ambicionamos sufocam-nos, sufocam-nos o coração e tornam-nos incapazes de amar. Neste sentido, São Paulo recorda-nos que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tim 6, 10). Quando se coloca no centro o dinheiro, vemos que não há lugar para Deus; e não há lugar sequer para o homem.

Jesus é radical. Dá tudo e pede tudo: dá um amor total e pede um coração indiviso. Também hoje Se nos dá como Pão vivo; poderemos nós, em troca, dar-Lhe as migalhas? A Ele, que Se fez nosso servo até ao ponto de Se deixar crucificar por nós, não Lhe podemos responder apenas com a observância de alguns preceitos. A Ele, que nos oferece a vida eterna, não podemos dar qualquer bocado de tempo. Jesus não Se contenta com uma «percentagem de amor»: não podemos amá-Lo a vinte, cinquenta ou sessenta por cento. Ou tudo ou nada.

Queridos irmãos e irmãs, o nosso coração é como um íman: deixa-se atrair pelo amor, mas só se pode apegar a um lado e tem de escolher: amar a Deus ou as riquezas do mundo (cf. Mt 6, 24); viver para amar ou viver para si mesmo (cf. Mc 8, 35). Perguntemo-nos de que lado estamos nós… Perguntemo-nos a que ponto nos encontramos na nossa história de amor com Deus… Contentamo-nos com alguns preceitos ou seguimos Jesus como enamorados, prontos verdadeiramente a deixar tudo por Ele?

Jesus pergunta a cada um e a todos nós como Igreja em caminho: somos uma Igreja que se limita a pregar bons preceitos ou uma Igreja-esposa, que pelo seu Senhor se lança no amor? Seguimo-Lo verdadeiramente ou voltamos aos passos do mundo, como aquele homem? Em suma, basta-nos Jesus ou procuramos as seguranças do mundo? Peçamos a graça de saber deixar por amor do Senhor: deixar riquezas, deixar sonhos de cargos e poderes, deixar estruturas já inadequadas para o anúncio do Evangelho, os pesos que travam a missão, os laços que nos ligam ao mundo.

Sem um salto em frente no amor, a nossa vida e a nossa Igreja adoecem de «autocomplacência egocêntrica» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 95): procura-se a alegria em qualquer prazer passageiro, fechamo-nos numa tagarelice estéril, acomodamo-nos na monotonia duma vida cristã sem ardor, onde um pouco de narcisismo cobre a tristeza de permanecermos inacabados.

Aconteceu assim com aquele homem que – diz o Evangelho – «retirou-se pesaroso» (10, 22). Ancorara-se aos preceitos e aos seus muitos bens, não oferecera o coração. E, embora tivesse encontrado Jesus e recebido o seu olhar amoroso, foi-se embora triste. A tristeza é a prova do amor inacabado. É o sinal dum coração tíbio. Pelo contrário, um coração aliviado dos bens, que ama livremente o Senhor, espalha sempre a alegria, aquela alegria de que hoje temos tanta necessidade.

O Santo Papa Paulo VI escreveu: «É no meio das suas desgraças que os nossos contemporâneos precisam de conhecer a alegria e de ouvir o seu canto» (Exort. ap. Gaudete in Domino, I). Hoje, Jesus convida-nos a voltar às fontes da alegria, que são o encontro com Ele, a opção corajosa de arriscar para O seguir, o gosto de deixar tudo para abraçar o seu caminho. Os Santos percorreram este caminho.

Fê-lo Paulo VI, seguindo o exemplo do Apóstolo cujo nome assumira. Como ele, consumiu a vida pelo Evangelho de Cristo, cruzando novas fronteiras e fazendo-se testemunha d’Ele no anúncio e no diálogo, profeta duma Igreja extroversa que olha para os distantes e cuida dos pobres. Mesmo nas fadigas e no meio das incompreensões, Paulo VI testemunhou de forma apaixonada a beleza e a alegria de seguir totalmente Jesus. Hoje continua a exortar-nos, juntamente com o Concílio de que foi sábio timoneiro, a que vivamos a nossa vocação comum: a vocação universal à santidade; não às meias medidas, mas à santidade.

É significativo que, juntamente com ele e demais Santos e Santos hodiernos, tenhamos D. Óscar Romero, que deixou as seguranças do mundo, incluindo a própria incolumidade, para consumir a vida – como pede o Evangelho – junto dos pobres e do seu povo, com o coração fascinado por Jesus e pelos irmãos. E o mesmo podemos dizer de Francisco Spinelli, Vincente Romano, Maria Catarina Kasper, Nazária Inácia de Santa Teresa de Jesus e também do nosso jovem napolitano (ndr – do Abruzzo) Núncio Sulprizio: o santo jovem, corajoso, humilde, que soube encontrar Jesus no sofrimento, no silêncio e na oferta de si mesmo. Todos estes Santos, em diferentes contextos, traduziram na vida a Palavra de hoje: sem tibieza, nem cálculos, com o ardor de arriscar e deixar tudo. Irmãos e irmãs, que o Senhor nos ajude a imitar os seus exemplos!”

ENCERRAMENTO DO CENTENÁRIO DOS COOPERADORES PAULINOS NO BRASIL

Ir. Helena Corazza, fsp

 

À luz da temática “Despertai o mundo com a luz do Evangelho” os Cooperadores da Família Paulina no Brasil concluíram o Centenário com uma Romaria ao Santuário de Aparecida (SP), no dia 30 de junho de 2018, com momentos de reflexão, testemunho e partilha. Ao final, foi feito o envio e bênção com a entrega do Santo Evangelho para cada um.

Uma Romaria ao Santuário Nacional de Aparecida, com 550 participantes, membros da Família Paulina, familiares, marcou o encerramento do Centenário no Cooperadores Paulinos do Brasil como Família Paulina. A programação foi organizada em conjunto por Irmãs e Cooperadores das Congregações que mantêm grupos como Paulinas, Discípulas do Divino Mestre e Pastorinhas das Províncias de São Paulo e do Sul, com uma missa, pela manhã, e uma tarde de reflexão e partilha.

A abertura do Ano Centenário – para os grupos de São Paulo – aconteceu no Santuário São Judas Tadeu, em São Paulo, nesta mesma data, presidida pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese e Vigário Episcopal para a Comunicação, Dom Devair Araújo da Fonseca.

Abertura do Centenário em São Paulo – Família Paulina

Na Província do Sul também aconteceu nas diversas regiões com Celebração Eucarística e uma em Caxias do Sul, com todos os grupos da região sul, seguida de uma programação de partilhas de experiências dos grupos, momentos de lazer e um delicioso almoço servido para todos.

Abertura do Centenário em Caxias do sul – Família Paulina.

Na celebração eucarística presidida pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, os Cooperadores participaram da procissão de entrada levando símbolos do Centenário, como um banner com o lema: “Despertai o mundo com a luz do Evangelho” e o banner do Bem-aventurado Tiago Alberione, fundador da Associação. Acompanhou também as imagens dos Apóstolos Pedro e Paulo e a lamparina de 10 chamas.

Despertai o mundo com a luz do Evangelho e Bem-aventurado Pe. Tiago Alberione
São Pedro e São Paulo – Lâmpada das 10 chamas
Dom Orlando Brandes – Arcebispo de Aparecida

O Arcebispo destacou, em sua homilia, a missão evangelizadora da Família Paulina no espírito do Apóstolo Paulo, bem como a coincidência do Ano Centenário da Associação dos Cooperadores Paulinos com o Ano do Laicato para a Igreja do Brasil. Ele exaltou a importância do Apóstolo e foi enfático em afirmar: “Quem quer conhecer Jesus leia uma carta de São Paulo”. Dom Orlando exortou a vivermos o espírito do Apóstolo São Paulo hoje como “Igreja em saída”. Saída de nossas casas para visitar as pessoas e famílias como fez Jesus.

Tarde de reflexão – celebração

Organizada por uma comissão do Centenário formada por Cooperadores, Cooperadoras e Irmãs responsáveis de cada Congregação, a equipe de coordenação deu as boas-vindas aos participantes, destacando este momento de alegria, festa e celebração, neste Ano do Laicato, exortando a terem um coração ardente como o do Apóstolo Paulo. Ir. Ninfa Becker, fsp; Ir. Soeli T. Branco, sjbp; Irmã Vera M. Galvan, pddm; Ir. Elisabete Martins, ijbp). 

A coordenação do encontro ficou a cargo de Neusa Alves – “Cooperadores Paulinos para o Evangelho” (CPPE – Paulinas); Maria Ivete Ursulina Santos – “Amigos do Divino Mestre” (Discípulas); e Arnaldo Poletto – “Amigos de Jesus Bom Pastor” (Pastorinhas).

Na saudação aos participantes, as Provinciais reafirmaram o sentido da celebração de um Centenário. Irmã Maria Antonieta Bruscato, FSP, destacou o “tesouro” que são os Cooperadores na grande árvore da Família Paulina com todas as cores do mundo. Leigos com sabor de futuro, capazes de sonhar, lembrando que devemos “fazer a todos a caridade da verdade”. Irmã Marilez Furlanetto, DDM, ressaltou que Alberione se deixou tocar pela espiritualidade missionária de Paulo. Deixou-se seduzir pelo Senhor e pelo chamado que é dom do Espírito. Irmã Bertila Picelli, SJBP, representou a Irmã Maria de Fatima Piai, em viagem pelo Gabão, e transmitiu a sua saudação lembrando que celebrar 100 anos é gratificante e exortou a entrar no coração de Alberione e crescer na experiência paulina. Irmã Adriana Cortelini, SJBP, lembrou o Fundador ao dizer que a Associação começou no dia dos Apóstolos Pedro e Paulo, portadores de Cristo, que trazem muitas virtudes, o espírito pastoral. Lembrou o Ano do Laicato e as palavras do Papa Francisco: não apagar o fogo profético e o lema “Despertai o mundo com a luz do Evangelho”.

Ir. M. Antonieta Bruscato fsp, Ir. Marilez Furlanetto pddm, Ir. Adriana Cortellini ijbp, Ir. Bertila Picelli ijbp

A geografia dos cooperadores no Brasil

A coordenação ficou por conta de cooperadores da comissão do Centenário que também apresentou os grupos de Cooperadores existentes e presentes no evento, resultando presenças em 20 estados, 35 cidades, num total de 671 Cooperadores com e em caminho para fazer a Promessa.

O grupo ligado às Paulinas intitula-se  “Cooperadores Paulinos para o Evangelho”. Iniciou sua organização em 2007 e hoje são cerca 264, em 17 grupos, sendo que 98 fizeram a Promessa.

Encontro nacional cooperadores paulinos para o Evangelho

As Discípulas do Divino Mestre iniciaram a organização entre os anos de 1996 e 2002, com o Boletim intitulado “Amigos do Divino Mestre”, direcionado aos Cooperadores da missão e, também, aos familiares das Irmãs e jovens. Em 2013, respondendo ao apelo do 8º Capítulo Geral, criou-se uma Comissão de Irmãs para retomar o Estatuto da Associação e elaborar um projeto de constituição de grupos de CP-ADM e formação de seus membros em vista da missão. Assim foi feito e atualmente estão organizados em sete grupos, hoje os Cooperadores são 80.

Na Província Jesus Bom Pastor com sede em Caxias do Sul (RS), as Irmãs Pastorinhas começaram a se reunir nos anos de 1998 a 2000 nas festas da Congregação. Nos anos de 2003 a 2005, após uma formação carismática com todas as Irmãs da Província, as Irmãs assumiram com mais clareza, entendendo o valor dos leigos e leigas que partilham o mesmo Carisma. Hoje são 15 grupos, dos quais um é formado por jovens, e os Cooperadores somam com promessa 167. Dentre eles, cerca de 50 estão próximos ao caminho para a Promessa.  Já as Pastorinhas de São Paulo iniciaram a organização em 2005 com os “Amigos de Jesus Bom Pastor” e atualmente são 150 organizados em nove grupos.

Momento de testemunhos

A programação dedicou um tempo para ouvir testemunhos de dois Cooperadores por Província, com a pergunta: o que significa para mim ser um Cooperador paulino hoje? Talvez se possa sintetizar os depoimentos dos que testemunharam, em alguns traços que dizem respeito à vocação do cristão leigo:

– um chamado e encantamento pela espiritualidade paulina, com os matizes do carisma da comunicação, do serviço pastoral e do serviço à liturgia;

– a formação que os ajuda na vivência pessoal e no serviço à comunidade e à sociedade, sobretudo a Palavra de Deus meditada e pregada;

– o desafio de pensar o apostolado com o espírito de São Paulo onde quer que estejamos;

– o desafio de ser sal e luz do mundo na missão;

– o testemunho de alegria percebido nas Irmãs.

– a graça de viver este Primeiro Centenário. Quem foi a Roma sentiu muito de perto a experiência de universalidade.

– a importância da união e conhecimento dos cooperadores das outras Províncias, algo reforçado também pela Convenção em Roma e que se concretizou durante o Ano Centenário, especialmente  neste encontro.

A animação do encontro da tarde ficou a cargo do Grupo Chamas das irmãs Paulinas, jovens cooperadores paulinos e membros da Família Paulina.

O Centenário na experiência dos Cooperadores Paulinos

 Esta reportagem entrevistou alguns Cooperadores presentes no evento, perguntando o que significa viver este Centenário. Para Agenor Sousa, de São Luís (MA), CPPE desde 2007, o que lhe “tocou o coração foi perceber que a ideia de Alberione, há 100 anos, sobre a importância do leigo na Igreja, se confirmou hoje nas palavras de Dom Orlando, quando falou do laicato”. Para a amiga de Jesus Bom Pastor, Sirley Diniz Boza, de Campo Grande (MS), Cooperadora desde o ano 2000, o Ano Centenário “é uma graça, e a certeza de que está fazendo história junto à Família Paulina”. Ela teve a graça de participar do Congresso de Roma.

Para Terezinha Donato, do Rio de Janeiro (RJ), amiga do Divino Mestre desde 1997, “viver este Centenário é confirmar a fé na missão e bênção de Jesus Mestre; a caminho, agradeço”. A CPPE desde 2012, Maria Lúcia Gomes Silva, de Osasco (SP), afirma que viver este Centenário é “uma caminhada de luz que tem iluminado o trabalho de evangelização na luz do Espírito Santo. Ser Cooperadora é ser luz, levar a luz”. O amigo de Jesus Bom Pastor, José Ronaldo Macário, de Tupanatinga (PE), afirma: “Estou muito feliz com o Centenário dos Cooperadores Paulinos, onde estivemos juntos, nós povo de vários lugares, na missão de evangelizar. Tudo isso ajuda a sermos melhores e a amar mais o próximo. A partir do momento em que comecei a participar desta Associação, senti o apelo de ajudar a comunidade a viver melhor o Evangelho, promovendo encontros com o conteúdo preparado para o Centenário, reunindo as famílias da comunidade para que o Evangelho seja conhecido, amado e vivido por nossos vizinhos e amigos que até então não tínhamos o exercício da Leitura Orante nesta localidade”.

Segundo o Amigo de Jesus Bom Pastor, Vitalino Martins, de Bodoquena (MS), Cooperador desde 2010, o Centenário “é uma oportunidade de viver o carisma, conhecer os lugares do Fundador, intensificar a cooperação, vivendo em contínua conversão”. Ele participou do Congresso Internacional em Roma. O casal, Amigos do Divino Mestre, Janer e Rosenira Samuel, de Manaus (AM), Cooperadores Amigos do Divino Mestre desde 2014, vive com intensidade os encontros de formação e espiritualidade e, para eles,  viver o Centenário “é motivo de júbilo e emoção por termos sido convidados a participar da missa de Aparecida no presbitério, foi um momento ímpar”. Ficaram muito tocados com a reflexão de Dom Orlando sobre a vida e atitudes de Paulo. Por sua vez, o amigo de Jesus Bom Pastor, Arnaldo Poletto, diz que viver o Centenário “é revisitar o passado, rever as raízes para produzir frutos hoje na perspectiva do Evangelho da justiça e da solidariedade, como missão”.

Segundo André L. Kawahala,  de São Paulo (SP), CPPE desde 2007, é “entender mais qual a missão do leigo no carisma paulino, na Igreja e na sociedade; na missão procuro compreender e comunicar a face de Jesus Mestre para as pessoas e, sobretudo, para a família”.  A amiga de Jesus Bom Pastor,  de Tupanatinga (PE), Maria Helena Cursino de Melo diz: “É muito importante para mim a espiritualidade que me ajuda a partilhar, aprender a me colocar no lugar do outro e fortalece a minha vida. Às pessoas que fazem parte  dos Cooperadores Paulinos recomendo que participem sempre dos encontros do grupo, tenham presente a mensagem de Alberione, baseada nos escritos paulinos, um meio para alcançarmos os objetivos de Paulo: chegar aos irmãos mais afastados”.

Despertai o mundo com a luz do Evangelho!

Pe. Luís Miguel Duarte, ssp

O tema do Ano Centenário foi abordado pelo provincial dos Paulinos, padre Luís Miguel Duarte,  em três tópicos: as origens, o patrono Paulo Apóstolo e propostas para os Cooperadores Paulinos. Padre Luís Miguel começou dizendo que Alberione tinha um “infreável ardor apostólico” e, desde a passagem do século,  sentiu que precisava se preparar para fazer alguma coisa. E o que o preocupava era a “boa imprensa”, contrapondo-se à “má imprensa”, entendendo-se imprensa por todas as publicações da época.  O provincial fez um percurso histórico trazendo fragmentos dos