Celebração da Palavra

CELEBRAÇÃO DOMINICAL DA PALAVRA | DOMINGO DE TODOS OS SANTOS

O que segue é um Roteiro de Celebração dominical da Palavra presidida por ministro ou ministra leigo/a, mas os elementos podem ser úteis também para preparar a celebração eucarística. As leituras indicadas são do Lecionário dominical. Os comentários das leituras são para ajudar a equipe que prepara, não deve ser usada no momento da celebração. Depois do evangelho há uma pequena meditação para ajudar a quem prepara a homilia. A oração de ação de graças dentro do roteiro é uma proposta recitada. No final deste roteiro há uma versão cantada: a melodia se em encontra no CD COMEP, ‘Ação de Graças no Dia do Senhor’. As demais melodias indicadas no roteiro refere-se ao Hinário Litúrgico da CNBB, registradas no CD Liturgia VI da Paulus.

Há ainda no final deste roteiro o rito da aspersão que sempre pode ser usado aos domingos no lugar do ato penitencial.

 

DOMINGO DE TODOS OS SANTOS

(31º domingo do TC B)

Demos graças ao Senhor porque nos chama a ser santos como ele é santo, e nos dá, como apoio e sustento à nossa fé, o testemunho de tantos companheiros e companheiras de jornada que viveram profundamente a graça da sua consagração batismal.

 

CHEGADA

  1. Refrão meditativo

Louvarei a Deus, seu nome bendizendo.

Louvarei a Deus, a vida nos conduz.

 

RITOS INICIAIS

  1. Canto de abertura

Eu sou a salvação, H 3, p. 127; Oi! Louvai ao Senhor, nosso Deus, ODC, p. 279; Se caminhar é preciso, CF 2000, texto base, p. 121.

  1. Sinal-da-cruz

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

  1. Saudação

A paz do Senhor esteja com vocês.

Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

  1. Acolhida, sentido da celebração e recordação da vida

O(a) animador(a), com breves palavras, acolhe as pessoas, sobretudo as visitantes,  introduz o sentido do domingo e convida a assembleia a lembrar fatos marcantes que são sinais da páscoa de Jesus em nossa vida, na comunidade, no mundo…

  1. Ato penitencial

Senhor que vieste, não para condenar, mas para salvar, tem piedade de nós.

Senhor tem piedade de nós.

Cristo, que acolhes quem confia em tua misericórdia, tem piedade de nós.

Cristo, tem piedade de nós.

Senhor, que muito perdoas a quem muito ama, tem piedade de nós.

Senhor tem piedade de nós.

Deus todo amoroso, tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. Amém.

No lugar do ato penitencial, pode-se fazer o rito da aspersão, no final deste roteiro

  1. Glória
  2. Oração inicial

Ó Deus, fonte de toda a santidade,

tu nos chamas a participar da tua vida.

Nós te reconhecemos presente

no coração da nossa história

e, em cada movimento de luta pela justiça e pela paz,

vemos os sinais da tua santidade e compaixão.

Nós te bendizemos

pelos santos e santas da humanidade,

com quem nos reúnes, hoje,

numa alegre comunhão fraterna.

Dá-nos a graça de caminharmos com eles

e sermos santos como tu és santo.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

  1. LITURGIA DA PALAVRA
  2. 1a leitura – Apocalipse 7,2-4.9-14

Em um contexto de perseguição às primeiras comunidades, onde muitos eram presos e torturados e os que sobreviviam corriam o risco de desanimar e abandonar a comunidade, João partilha esta visão do que significa ser batizado.

 

  1. Salmo de resposta 24(23) (H 4, p. 148)

Antigamente o povo cantava este salmo nas procissões para o templo. Hoje nós louvamos o Senhor, meditando sobre a justiça que ele pede de nós para vivermos em sua comunhão.

 

Felizes os de coração puro,

porque verão a Deus, porque verão a Deus.

 

Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra,

o mundo inteiro com os seres que o povoam;

porque ele a fez firme sobre os mares,

e sobre as águas a mantém inabalável.

 

“Quem subirá até o monte do Senhor,

quem ficará em sua santa habitação?”

“Quem tem mãos puras e inocente o coração,

nem jura falso para o dano de seu próximo.”

 

Sobre este desce a bênção do Senhor,

e a recompensa de seu Deus e Salvador.

“É assim a geração dos que o procuram,

e do Deus de Israel buscam a face!”

 

  1. 2a leitura: 1João 3,1-3

A Primeira Carta de João foi dirigida às comunidades da Ásia Menor que passavam por séria crise: havia um grupo que negava Jesus Cristo como salvador, desmerecia o seu mandamento e não reconhecia a importância da comunidade; achava que a salvação era fruto, exclusivamente, do esforço pessoal. Vamos ouvir e acolher em nossa vida o que o Senhor nos diz por meio desta palavra.

  

  1. Aclamação ao evangelho (H 3, p. 231)

Aleluia, aleluia! (4x)

Eu te louvo, ó Pai santo,

Deus do céu, Senhor da terra:

os mistérios do teu reino

aos pequenos, Pai, revelas!

 

  1. Evangelho: Mateus 5,1-12a

Jesus sobe a montanha, como Moisés no Sinai. É, na verdade, uma pequena colina próxima ao mar da Galiléia, uma região baixa, que contrasta com a pretensão do demônio de levar Jesus a uma alta montanha. É desta pequena colina que Jesus profere o mais famoso discurso que vamos ouvir e acolher.

 

O(a) leitor(a) se dirige se dirige à assembleia com esta saudação:

O Senhor esteja com vocês.

Ele está no meio de nós.

Fazendo o sinal-da-cruz na fronte, na boca e no peito:

Anúncio da boa-nova de Jesus Cristo segundo…

Glória a vós, Senhor.

Proclama o evangelho e no final da leitura conclui dizendo:

Palavra da Salvação.

Glória a vós, Senhor.

Beija o livro e o mostra para a assembleia, que se inclina, num gesto de adesão à Palavra.

  1. Homilia – para quem prepara a homilia

O evangelho das bem-aventuranças resume o programa de Jesus e, por conseqüência, o caminho do discípulo. O cerne do manifesto são as oito bem-aventuranças, entendidas não como mandamentos, mas como bênçãos, isto é, como dons que nos vêm da parte de Deus, por meio de Jesus. Nisto consiste a santidade: participação na vida de Deus por iniciativa dele; não é fruto do esforço humano que procura alcançar a Deus com suas forças.

Cristo ao encontrar todos aqueles que estão feridos ou deitados à beira do caminho, ele os levanta e diz: bem-aventurados são vocês! A tradução hebraica de bem-aventurança é “em marcha”. É o mesmo que dizer: caminha, você que chora, você que passa por tribulações. Vá além das tuas lágrimas, além do teu luto. É um convite a dar um passo a mais do lugar onde se está mais ou menos identificado, aprisionado. Os santos e santas foram pessoas que deram prova desta capacidade de ir além de si mesmos. Sem negar o ego, foram capazes de ultrapassá-lo. Por isso são chamados de bem-aventurados.

Como aquela multidão na montanha, e como os santos e santas, a assembleia, reunida no dia do Senhor, recebe esta palavra como bênção que a confirma e pede novas atitudes. O caminho das bem-aventuranças é certamente um programa de vida para a comunidade, é um convite a sairmos de nossas fronteiras e dos nossos limites. A liturgia tem a função de sempre nos lembrar disso, colocando-nos diante do próprio Jesus, o bem-aventurado de Deus, aquele que ultrapassou todas as barreiras e venceu a morte, amando.

  1. Preces

Invoquemos, hoje, as testemunhas do evangelho: que roguem a Deus por nós e por todos os batizados e batizadas em todas as Igrejas.

Depois de um momento de silêncio, os cantores entoam:

Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

Ó Cristo, tende piedade de nós! Ó Cristo, tende piedade de nós!

Senhor, tende piedade de nós! Senhor, tende piedade de nós!

 

Abraão, nosso pai na fé, rogai por nós!

Moisés, amigo de Deus e grande intercessor…

Elias, fiel servo da palavra profética…

Pais e mães de Israel, portadores da promessa…

João Batista, amigo do Esposo…

Maria, virgem e mãe do Senhor…

José, pai adotivo de Jesus…

Pedro, rocha da Igreja de Cristo…

João, discípulo amado do Senhor…

Paulo, missionário do amor de Cristo entre as nações…

Maria Madalena, primeira anunciadora da ressurreição…

Vós, mulheres que seguistes Jesus até à morte…

Santos apóstolos que ouvistes, vistes e tocastes o Verbo da Vida…

Santos evangelistas que conservastes e difundistes o evangelho…

Santos discípulos que seguistes o Cristo em sua vida…

Estevão, primeiro mártir cristão…

Inácio, trigo de Cristo, esmagado e feito pão…

Lourenço, diácono perfeito no martírio…

Vós, mártires que destes o testemunho de Cristo…

Atanásio, defensor de nossa fé…

Basílio, grande pai da Igreja e da vida comunitária…

Agostinho, cantor da graça de Deus…

Jerônimo, louco de amor pelas Sagradas Escrituras…

Ambrósio, defensor dos pobres e dos fracos…

Antônio, nômade de Deus no coração do deserto…

Martinho, contemplativo da pobreza de Deus…

Bento, pai do humano e do divino serviço

Francisco, pobre de Cristo na perfeita alegria…

Clara, grande testemunho do radicalismo do evangelho…

Inácio de Loyola, servo da glória de Deus…

Teresa de Jesus, peregrina do caminho da perfeição…

Domingos, chama de amor que proclama Cristo…

Teresinha, missionária no coração da Igreja…

Bartolomeu de las Casas, anunciador da dignidade dos povos indígenas…

Charles de Foucauld, irmãozinho de Jesus no deserto…

Mahatma Gandhi, anônimo cristão da não-violência…

Martin Luther King, profeta da igualdade entre as raças…

Oscar Romero, bispo e defensor dos pobres…

Chico Mendes, defensor da floresta e dos seus povos…

Teresa de Calcutá, missionária da caridade entre os mais pobres…

Betinho, profeta da cidadania contra a fome e a miséria…

Hélder Câmara, testemunho de paz e justiça…

Todos os santos e santas de Deus

 

Ó Senhor, sede nossa salvação, ouvi-nos, Senhor!

Pela vossa encarnação…

Pela vossa morte e ressurreição…

Pela vinda do Espírito Santo…

Libertai-nos do pecado e da opressão…

Acolhei o clamor dos oprimidos…

Ensinai-nos a vivermos na partilha…

Que haja terra para todos os sem terra…

Que haja casa para todos os sem casa…

Que haja pão para todos os sem pão…

Que haja paz para todas as nações…

Renovai toda a Igreja no Evangelho…

Congregai as Igrejas para o Reino…

Para que nos confirmeis em nossa vocação…

 

Jesus Cristo, ouvi-nos!

Jesus Cristo, atendei-nos!

 

Depois, o(a) coordenador(a) reza:

 

Atende, Deus santo, clemente e fiel,

as preces do teu povo.

Concede-nos, por tua graça,

vivermos no compromisso

e na alegria dos que seguem os teus mandamentos

e carregam a tua aliança no coração.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

  1. Partilha fraterna

É o momento também de trazer donativos para as necessidades da comunidade, enquanto a assembleia canta. Terminada a coleta, todos/as se levantam, os ministros trazem o pão consagrado para o altar. Quem preside, aproxima-se, faz uma breve inclinação e dá início à ação de graças.

Se não houver comunhão, depois das preces, quem preside se aproxima do altar e dá início à ação de graças.

Onde reina o amor, fraterno amor, / onde reina o amor, Deus aí está.

Ou:

Quem disse que não somos nada,

que não temos nada para oferecer:

repare nossas mãos abertas,

trazendo as ofertas do nosso viver.

AÇÃO DE GRAÇAS
  1. Convite à ação de graças

O(a) coordenador(a) convida para o louvor:

C: O Senhor esteja com vocês!

T: Ele está no meio de nós!

C: Demos graças ao Senhor, nosso Deus!

T: É nosso dever e nossa salvação!

  1. Oração de ação de graças

O(a) coordenador(a) proclama a oração intercalando com o canto da assembleia:

Ó Deus, graças te damos por Jesus, a testemunha fiel,

e pela multidão de testemunhas

os santos e santas da humanidade.

 

Nós te damos muitas graças,

te rogamos, ó Senhor.

 

Neste pão consagrado,

expressamos nosso desejo de sermos unidos em Jesus

e de vermos reinar em nossa humanidade

a comunhão da santa Trindade.

Faze que as Igrejas cristãs do mundo inteiro

caminhem na unidade,

que haja um diálogo respeitoso entre todas as religiões

e que prevaleça no mundo uma cultura de paz,

para a alegria de todos os seres do universo

e pela sobrevivência da própria terra.

Unimos a nossa prece à prece de Jesus,

rezando como ele nos ensinou:

 

Pai nosso…, pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

 

– Rito da comunhão

C: Assim disse o Senhor: “Venham, comam”.

E tomou o pão e lhes deu.

 

Mostrando o pão consagrado, diz:

 

Eis o Cordeiro de Deus,

aquele que tira o pecado do mundo.

T: Senhor, eu não sou digno(a)…

 

– Canto (partilha do pão)

Bem-aventuranças, H 3, p. 306; Felizes os que vivem a pobrezaMeus parabéns em nome de Cristo, H 4, p. 152.

 

– Oração final

Ó Deus de ternura e defensor dos pequenos e pobres,

bendito sejas por teus servos e servas

fiéis ao evangelho de Jesus.

Dá-nos a força para vivermos na tua reconciliação

e ajudarmos a construir uma humanidade de irmãos e amigos.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

 

– Bênção

O Deus da consolação nos dê a graça de viver

em fraterna alegria e ajuda mútua,

ele que é Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

 

 

 

Suplemento

Canto de ação de graças

( CD comep ação de graças no Dia do Senhor – faixa 18)

Este canto substitui a oração de ação de graças recitada acima (cf. n. 18-19):

O Senhor esteja com vocês.

Ele está no meio de nós!

Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

É nosso dever e nossa salvação! 

  1. Para nós é um prazer

bendizer-te, ó Senhor,

celebrar o teu amor

por Jesus teu bem-querer!

  1. Te louvamos, ó Senhor,

pelo céu e pelos mares,

Pela terra e pelos ares,

criação do eterno amor!

  1. Te louvamos, ó Senhor,

pela nossa humana história,

que revela tua glória,

teu poder libertador. (bis)

  1. Te louvamos, ó Senhor,

por Jesus teu Filho amado

Entre nós ressuscitado

do Reino servidor.

  1. Pois felizes nós seremos

com teus santos em tua glória:

do teu Cristo a vitória,

e seu reino cantaremos!

 

Se houver comunhão ou partilha de alimentos acrescenta-se este verso:

Dando graças relembramos,

de Jesus em tantas ceias,

e com ele em nossa mesa

nós também nos alegramos

 

  1. Teu Espírito congregue

tudo quanto está disperso;

tua Igreja em vida e verso

o teu reino manifeste!

 

  1. Finalmente a nossa boca,

inspirada por teu Filho,

e seguindo o seu ensino,

o teu santo nome invoca:

T: Pai nosso… pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

 

RITO DA ASPERSÃO DA ÁGUA

Junto à pia batismal, de pé, a pessoa que coordena convida a comunidade:

Irmãos e irmãs bendigamos ao Deus da vida por esta água e peçamos que ele renove em nossa vida a graça do santo batismo, para permanecermos fiéis ao Espírito que recebemos.

Todos rezam em silêncio. O(a) coordenador(a) faz a oração:

Deus de bondade e compaixão,

tu nos deste a irmã água, fonte de toda vida,

e quiseste que, por ela, recebêssemos

o batismo que nos consagra a ti.

Nós te bendizemos pela água benfazeja!

Renova, no mais profundo

de cada um (cada uma) de nós,

a fonte viva de tua graça,

para que, livres de todos os males,

possamos caminhar sempre em tuas estradas

e praticar aquilo que é agradável aos teus olhos.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Aspersão dos fiéis enquanto se canta (no tempo comum e Pentecostes)

Lavados na fonte viva, / do lado aberto de Cristo,

transpomos, vitoriosos, / as portas do paraíso! (bis)

Aleluia, aleluia! Aleluia, aleluia!              

Ao terminar a aspersão, quem preside conclui:

Que Deus, em sua misericórdia, nos liberte de todo o pecado, e nos conceda vida eterna. Amém.

Segue o ‘Senhor tem piedade de nós’ (podendo, neste caso, omitir o glória):

Senhor tem piedade de nós.

Senhor tem piedade de nós.

Cristo tem piedade de nós.

Cristo tem piedade de nós.

Senhor tem piedade de nós.

Senhor tem piedade de nós.

  

Se não tiver comunhão e sim partilha de alimentos:

 

1. Depois da partilha fraterna, apresenta-se alimentos, em vez do pão consagrado.

 

2. Substitui-se o rito de comunhão pelo que segue:

 

Como Jesus que, muitas vezes, reuniu-se com os seus

para comer e beber, revelando que o teu reino havia chegado, nós também nos alegramos na partilha destes alimentos.

 

E tomando nas mãos a bandeira com os alimentos quem preside faz o convite:

Vocês que tem sede e fome de justiça, venham e comam. E o Deus da paz esteja entre nós.

 

 

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